
No fim da partida de ontem com o Coritiba, com o Couto Pereira já quase vazio, um grupo de experientes conselheiros vascaínos parou no centro do gramado, esticou e beijou a bandeira do centenário clube carioca. Nada de provocação. A sensação era mesmo de alívio. Afinal, minutos antes, o time cruzmaltino havia vencido a primeira "final" na briga para prosseguir na elite do futebol brasileiro 2 a 0, com dois gols de Leandro Amaral.
O resultado ainda não tira o Vasco da zona de rebaixamento. Nem permite que dependa exclusivamente de suas forças para escapar da Série B, no próximo domingo, ante o Vitória, em São Januário. Décimo oitavo colocado com 40 pontos, o Alvinegro disputa com Náutico (43), Atlético (42) e Figueirense (41) as duas últimas vagas na Série A. Os rivais encaram, respectivamente, Santos (Vila Belmiro), Flamengo (Baixada) e Internacional (Orlando Scarpelli).
"Deus vai nos abençoar como nos abençoou hoje (ontem)", torce o religioso Madson, que diz conversar com Deus todos os dias em busca da salvação.
A situação ainda é crítica, para não dizer desesperadora. Nada que impeça, porém, o técnico Renato Gaúcho de tripudiar dos críticos. "Falaram de tudo quando eu disse que iria escalar o (zagueiro) Vílson na lateral-esquerda. Quero ver agora se alguém vem pedir desculpas. Não vem. É preciso um pouco mais de respeito", afirmou ele, que abandonou a entrevista coletiva na metade.
Fiel ao seu estilo, Renato não deixou também de creditar a si os três pontos conquistados no Alto da Glória. "Foi a vitória da estratégia de um treinador inteligente", resumiu, repetindo o expediente que marcou a trajetória do Fluminense, seu ex-clube, na Libertadores deste ano. Na ocasião, não deu certo.



