O Rio conseguiu uma improvável virada ontem para conquistar o título da Superliga Feminina de Vôlei. No ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a equipe carioca, dirigida por Bernardinho, derrotou o Osasco (SP) por 3 a 2 22/25, 19/25, 25/20, 25/15 e 15/9 para se sagrar campeão.
Essa final foi a nona consecutiva da Superliga Feminina entre os dois rivais, com seis vitórias do time carioca, maior campeão do torneio, com oito títulos. E, desta vez, com uma virada espetacular. Assim, o Rio superou o favoritismo do adversário, que era o atual campeão e fez a melhor campanha da fase de classificação.
"A gente não estava com muita vibração, estava faltando isso. Então, a gente sabia que tinha de arriscar, pois o Osasco era favorito. Pressionamos no terceiro set e acho que elas baixaram a guarda", contou a levantadora Fofão, que aos 43 anos foi fundamental para a vitória.
Suas próprias companheiras ficaram espantadas com a virada espetacular em cima de um time que é base da seleção brasileira e que conta com cinco campeãs olímpicas: Jaqueline, Sheilla, Thaísa, Adenizia e Fê Garay, além de Camila Brait e Fabíola, que já atuaram pela seleção. "A virada que a gente conseguiu foi impressionante", comentou a líbero Fabi, que deu um show de defesas na partida. "Sabíamos que tínhamos apenas uma chance de ganhar deste time excepcional".
O técnico Bernardinho festejou a vitória, ainda mais da forma que ocorreu. "Tivemos uma grande superação para conseguir uma virada de 2 a 0 para 3 a 2. A equipe sentiu que tinha de cadenciar o jogo e o título fecha o trabalho que desenvolvemos desde o início do campeonato", afirmou o treinador, que agora vai pensar na seleção masculina de vôlei.



