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Típico engarrafamento de fim de tarde curitibana na Avenida Visconde de Guarapuava | Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Típico engarrafamento de fim de tarde curitibana na Avenida Visconde de Guarapuava (Foto: Daniel Castellano / Gazeta do Povo)
Obras de ampliação do pátio de aeronaves no Afonso Pena |

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Obras de ampliação do pátio de aeronaves no Afonso Pena

Fila para check-in no saguão do aeroporto |

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Fila para check-in no saguão do aeroporto

Não será preciso esperar até 2014 para escutar as reclamações quanto ao trânsito engarrafado da capital paranaense. Hoje o problema já aflige milhares de motoristas, que enfrentam um tráfego cada vez mais lento nos horários de pico. Cortesia de uma frota que, em agosto, chegou a 1,35 milhão de veículos, entre automóveis, motos, caminhões e outros. A proporção é de 0,7 veículo por habitante, a mais alta entre as 12 cidades-sede da Copa (veja gráfico abaixo).

Não há estudos consolidados sobre quais serão os principais meios de locomoção utilizados pelos visitantes durante os dez dias do evento na capital. A própria estimativa de turistas é incerta – as previsões apontam mais de 600 mil.

Seja quais forem os números exatos, espera-se que a movimentação de tal contingente não fique restrita à rota hotéis-Arena da Baixada. A possibilidade de o governo federal decretar feriados nos dias de jogos, prevista na Lei Geral da Copa, aliviaria um pouco as ruas. Mas, para o mestre em transportes e coordenador-adjunto do curso de Engenharia Civil da PUCPR, Ricardo Bertin, é preciso prever medidas para organizar o trânsito desde já. O engenheiro defende, por exemplo, a formação e capacitação de mais agentes de trânsito, capazes de agir in loco nas ruas e gerir o fluxo com rapidez.

"Curitiba já está implantando um sistema de monitoramento, mas só com semáforos não se organiza o trânsito. Em caso de acidentes, por exemplo, é preciso deslocar uma equipe rapidamente, para que o tráfego volte a fluir. E esse reforço extra de pessoal tem de ser previsto desde já, para poder ser treinado a tempo da Copa", avalia.

A necessidade de ampliação da frota de táxis também é um dos pontos em que há consenso entre urbanistas e entidades da área – até porque espera-se que boa parte dos turistas, em vez de usar o transporte público, opte por este modal. Desde a década de 1970, a cidade permanece com o mesmo número de carros: 2.252.

"Estamos pedindo mil novos táxis em Curitiba. Não é para o taxista, mas para a população da cidade, que vem pedindo a muito tempo", cobra o presidente do Sindicato dos Taxistas do Estado do Pa­raná (Sinditaxi), Abimael Mardegan. Além disso, a instituição cobra a liberação de todos os pontos e o não aumento das tarifas até a Copa.

Como medida alternativa aos táxis, Bertin propõe a organização de serviços de vans partindo direto dos hotéis – demanda que também precisa ser avaliada com antecedência junto ao setor hoteleiro.

Além das obras de mobilidade urbana que fazem parte do PAC da Copa – muitas atrasadas ou nem iniciadas –, a prefeitura aposta na consolidação do Sistema Inte­grado de Mobilidade (Sim), que já está sendo colocado em prática e prevê ações como o uso de câmeras de circuito fechado de televisão para monitoramento do transporte coletivo e do trânsito em tempo real. Além ­disso, o município receberá R$ 1,6 milhão do Ministério do Turismo para melhorar a acessibilidade nas estações-tubo próximas a pontos turísticos. A requalificação da Rodoferroviária, em andamento desde junho deste ano, também é apontada como essencial para agilizar o fluxo dos ônibus que chegarão à cidade durante o evento. As prioridades, no entanto, podem mudar com o início da gestão do novo prefeito em janeiro.

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