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Taça Paraná

Vital faz escala no amador antes da volta ao profissional

Reginaldo Vital embarca para a viagem de 537 quilômetros de Curitiba a Rondon | Pedro Serápio/ Gazeta do Povo
Reginaldo Vital embarca para a viagem de 537 quilômetros de Curitiba a Rondon (Foto: Pedro Serápio/ Gazeta do Povo)

Aos 33 anos e com a técnica que possui, ainda dava para o volante Reginaldo Vital estar jogando profissionalmente. Aliás, voltar a fazer isso após três anos está nos seus planos imediatos. Mas por enquanto o que interessa para o ex-jogador de Paraná, Atlético e Coritiba é conquistar a Taça Paraná pelo Urano, clube amador de Curitiba.

"Se estivesse no profissional, iria querer ganhar da mesma maneira que agora pelo Urano", garante o volante, que disputa o jogo de ida da decisão, às 15h30 de hoje, contra o Rondon, na cidade homônima no Noroeste do estado, a 537 quilômetros da capital.

Na semana que vem o duelo é na Vila São Pedro, no Xaxim. Possivelmente o último desta passagem de Vital pelo mundo amador. Ou nem tão amador assim, pois recebe para jogar pelo Urano. "Tem um salário lá, que está me ajudando bastante", conta, sem revelar o valor.

Sem muita demora, ele pretende estar em campo novamente como profissional, mesmo fora do circuito dos grandes times. As conversas estão adiantadas com a Caldense, clube que acabou de voltar à Primeira Divisão mineira e deve disputar a Taça Minas Gerais no segundo semestre. "Acho que dá para jogar mais uns dois ou três anos", projeta.

"Foi por isso mesmo que voltei", diz Vital, convidado a defender o Urano pelo técnico Ari Marques, com o qual trabalhou no início da carreira no Paraná. "Queria pegar ritmo novamente e já estou me sentindo muito bem", acrescenta.

Os treinos na Vila São Pedro são duas vezes por semana. "Na terça-feira começamos com um trabalho físico e depois vamos para a bola. Na quinta é mais bola mesmo, com toda a parte tática", descreve.

A última equipe profissional dele foi o Joinville, em 2006. Depois passou por alguns problemas pessoais, inclusive com bebidas alcoólicas, e sumiu do mapa do futebol. "Acabei não tendo mais uma sequência. Também resolvi dar uma parada porque tinha minha filha para cuidar", explica o jogador, que se diz em uma boa situação financeira por causa dos imóveis adquiridos no tempo das vacas gordas. "Ganhava mais no Japão mesmo. Mas nas passagens pelos clubes grandes de Curitiba também deu para juntar alguma coisa."

Ele se profissionalizou no Tricolor em 1996, teve duas passagens pelo futebol japonês (Gamba Osaka entre 2000 e 2001 e Consadale Sapporo em 2003), no meio delas defendeu o Furacão e a Ponte Preta, esteve no Coxa entre 2004 e 2005 e por fim atuou pelo Joinville.

"Acredito que foi uma boa carreira. Comecei bem, chamando a atenção no Paraná, que me revelou. No Japão tive uma ótima fase, até me machucar. No Atlético e no Coritiba tive bons momentos também. Quer dizer, deu para construir uma trajetória legal", analisa, depois de tantos altos e baixos que o levaram à decisão amadora deste domingo.

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