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Paranaense

Vontade renovada

Disposto a assumir o posto de Marcos Aurélio no coração da torcida, Rafinha renova hoje o contrato antes do duelo com o Iraty

Rafinha terá seu contrato prolongado hoje, na concentração, por mais dois anos. Novo vínculo acabaria em 2015 | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Rafinha terá seu contrato prolongado hoje, na concentração, por mais dois anos. Novo vínculo acabaria em 2015 (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)

Destaque coxa-branca nas duas primeiras rodadas do Paranaense e com vontade de ocupar o cargo de ídolo do Coritiba deixado por Marcos Aurélio, o meia-atacante Rafinha promete empolgação hoje, às 17 horas, no duelo com o Iraty, no Couto Pereira. Além do papel de protagonista da equipe, ele tem como estímulo extra a prorrogação do seu contrato, programada para ocorrer hoje, horas antes de o time atravessar o túnel em direção ao gramado. O vínculo atual vai até 2013 – será estendido até 2015.

Após o último treino antes do jogo desta tarde, o camisa 7 do Co­­xa admitiu que nas férias recebeu algumas propostas vantajosas, que o balançaram, mas reforçou que a intenção sempre foi de permanecer no Alto da Glória. "Já acer­­­­tamos a renovação. Espero que o [presidente] Vilson [Ribeiro de Andrade] apareça no hotel amanhã [hoje] para nós podermos assinar logo este contrato. O pensa­men­to é permanecer aqui por mui­­­­to tempo", garante.

Procurado pela Gazeta do Po­­vo, o presidente alviverde garantiu que vai à concentração para corresponder à expectativa do atleta. "O Rafinha é um jogador imprescindível para o nosso projeto", elogiou Andrade. Satisfeito com o bom começo de temporada, Ra­­finha quer fazer jus às palavras do dirigente. "O Marcos Aurélio foi em­­bora [para o Internacional]. Quem sabe eu possa ocupar este posto dele de ídolo da torcida", disse o jogador.

Para atingir este objetivo o atleta está disposto até a falar mais com a imprensa. Nas duas primeiras temporadas no Coritiba, ele fugiu das entrevistas. "Estou tentando mudar nisso também", afirmou, assumindo que não é fã de microfones. "Eu sei que faz parte, que precisa. O torcedor quer escutar os jogadores", completou o meia-atacante, que aos poucos também reviu o comportamento em campo. As expulsos que marcaram seu início de trabalho no clube praticamente desapareceram – não foi expulso em nenhuma partida do último Brasileiro.

O desempenho do camisa 7 arranca duplos elogios: do preparador físico Alexandre Lopes, por ser "geneticamente privilegiado em força e técnica" e ser "dedicado nos treinamentos"; e do técnico Marcelo Oliveira. "O Rafinha soma muito tecnicamente e taticamente à medida que joga pelos dois lados e ajuda a marcar. Felizmente, ficou conosco apesar de todo o assédio", comemora o treinador.

O comandante, porém, não perde a chance de destacar o resto do grupo. "O Rafinha é muito regular e acaba se sobressaindo. Mas certamente teremos todo mundo se destacando junto e o time como um todo buscando bons resultados", aposta o treinador.

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