O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que Mendonça será relator de pedido de Lula para levantar sigilos dele e de Flávio.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), será o relator do pedido apresentado pela defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, além dos dados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A solicitação, protocolada nesta terça-feira (20), também inclui familiares dos dois políticos e empresas às quais sejam vinculados, com o objetivo de divulgar informações antes do segundo turno das eleições, no domingo (25).
Lula condiciona a abertura de seus próprios dados e dos parentes à adoção da mesma medida pelo adversário na disputa presidencial, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante agenda de campanha em São Luís, o petista desafiou o senador a autorizar judicialmente a divulgação das informações.
“Porque eu estou disposto que a sociedade brasileira saiba quem é ladrão nesse país, quem é corrupto”, afirmou o presidente.
PGR é contra pedido de Moraes para investigar Mendonça
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para investigar o ministro André Mendonça por supostas irregularidades na condução do caso Master e dos descontos ilegais do INSS.
Para a PGR, os relatórios de inteligência da Polícia Federal usados por Moraes não têm valor probatório e, por isso, não poderiam fundamentar a apuração. A manifestação foi encaminhada ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em sigilo, no último dia 17.
A informação foi revelada pela TV Globo e confirmada pela Gazeta do Povo nesta segunda-feira (19). O caso teve início após Mendonça retirar o sigilo de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Moraes, no início de setembro.
Do perdão de dívidas ao fim das bets: as jogadas oportunistas de Lula na reta final
A reta final da eleição presidencial de 2026 transformou o governo federal em uma vitrine de anúncios de benefícios, perdões de dívidas, subsídios e promessas que só sairão do papel se Lula conquistar um novo mandato. Na lista, há desde o fim das bets, dinheiro para universitários, repasses e perdão de dívidas de microempreendedores, redução de impostos e até aumento do Bolsa Família. As iniciativas são distintas, mas foram anunciadas no mesmo momento: às vésperas de uma decisão eleitoral que definirá os próximos quatro anos do país.
Políticas sociais, alívio ao endividamento e redução do custo de vida são objetivos legítimos. Mas por que tantas iniciativas de forte apelo popular aparecem concentradas no período decisivo da campanha? Quais são seus custos reais? De onde virão os recursos? E por que parte delas depende da vitória do próprio governante que as anuncia para passar a valer?
Quando a promessa de benefício se mistura ao pedido de mais quatro anos no poder, a fronteira entre política pública e interesse eleitoral exige um escrutínio redobrado. Por isso, a Gazeta do Povo elencou dez promessas eleitoreiras feitas por Lula às vésperas da votação.
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



