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Reforma Tributária e sucessão patrimonial: por que 2026 pode ser o último ano estratégico para organizar heranças

Mudanças no ITCMD e maior pressão arrecadatória sobre patrimônios indicam que adiar o planejamento sucessório pode significar pagar mais imposto no futuro  sem qualquer ganho patrimonial real.

Com possíveis mudanças no ITCMD e maior rigor fiscal, 2026 surge como ano estratégico para organizar a sucessão patrimonial e preservar o valor do patrimônio familiar.
Com possíveis mudanças no ITCMD e maior rigor fiscal, 2026 surge como ano estratégico para organizar a sucessão patrimonial e preservar o valor do patrimônio familiar. (Foto: Divulgação)

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A Reforma Tributária não se limita à tributação do consumo. O novo ciclo fiscal sinaliza maior rigor sobre patrimônio, heranças e doações, especialmente por meio do ITCMD. O cenário aponta para tendência de uniformização nacional, possível progressividade maior das alíquotas e fiscalização mais intensa sobre estruturas patrimoniais.

Segundo a advogada Isadora Parmigiani De Biasio, do DBH Advogados, 2026 representa uma janela estratégica para famílias que desejam organizar a sucessão com maior previsibilidade tributária.

“A sucessão deixou de ser apenas um assunto familiar. Hoje ela é uma decisão econômica. Quem planeja agora escolhe. Quem deixa para depois pode pagar mais  sem aumentar patrimônio.”

Dra. Isadora Parmigiani De Biasio

Entrevista | Dra. Isadora Parmigiani De Biasio explica por que o planejamento sucessório não pode mais esperar

Jornalista da Gazeta do Povo: A Reforma Tributária impacta diretamente a sucessão patrimonial?

Dra. Isadora Parmigiani De Biasio: Ainda que o foco principal seja o consumo, o ambiente fiscal muda como um todo. Há espaço para aumento progressivo do ITCMD e maior uniformização entre estados. Isso reduz a margem para planejamento improvisado e aumenta o custo da inércia.

Jornalista: Por que 2026 é considerado um ano-chave?

Dra. Isadora: Porque ainda permite estruturação estratégica. É possível organizar holdings familiares, estruturar doações com reserva de usufruto e definir governança com previsibilidade. Nos próximos anos, essas alternativas podem sofrer maior tributação ou fiscalização.

Jornalista: Quais são os riscos de deixar a sucessão para depois?

Dra. Isadora: A sucessão feita em momento de urgência tende a ser mais cara e mais conflituosa. Além do ITCMD, há Imposto de Renda, custas, honorários e até bloqueio temporário de ativos. O custo total pode ser significativamente maior.

Acompanhe mais conteúdos informativos produzidos pela Dra. Isadora.

Mudanças na Reforma Tributária podem elevar o ITCMD nos próximos anos. Planejar a sucessão em 2026 pode significar pagar menos imposto e evitar conflitos futuros.Mudanças na Reforma Tributária podem elevar o ITCMD nos próximos anos. Planejar a sucessão em 2026 pode significar pagar menos imposto e evitar conflitos futuros. (Foto: Divulgação)

A tendência de aumento do ITCMD

Com a reorganização do sistema tributário, especialistas apontam para:

  • Maior progressividade nas alíquotas do ITCMD
  • Redução da chamada “guerra fiscal” entre estados
  • Fiscalização mais rigorosa de estruturas patrimoniais
  • Pressão arrecadatória sobre patrimônios médios e altos

“Quem tem patrimônio maior não apenas pode pagar mais ITCMD, mas pagar proporcionalmente mais”, explica a advogada.

Doação com reserva de usufruto exige técnica

No Paraná, a doação com reserva de usufruto permite recolhimento de ITCMD sobre parte do valor do bem no momento da transmissão. A estrutura, porém, exige planejamento técnico adequado.

Sem organização prévia, eventual imposto remanescente pode ser recalculado a valor de mercado no futuro, elevando a carga tributária.

“A antecipação estruturada evita surpresas e permite melhor organização do fluxo patrimonial familiar”, ressalta Dra. Isadora.

Inventário não é só imposto: há custos ocultos

Quando não há planejamento prévio, o inventário pode envolver:

  • Custas cartorárias ou judiciais
  • Honorários
  • Avaliações patrimoniais
  • Certidões
  • Parcelamento do ITCMD com multa
  • Bloqueio temporário de ativos financeiros

Além do impacto financeiro, há risco de conflitos familiares e perda de eficiência patrimonial.

Sucessão moderna exige integração jurídica e estratégica

Planejamento sucessório contemporâneo envolve:

  • Direito tributário
  • Direito societário
  • Governança familiar
  • Planejamento financeiro
  • Visão de longo prazo

Sem essa integração, o patrimônio pode sofrer aumento de carga tributária, risco de litígio e perda de eficiência econômica.

Planejar agora é preservar patrimônio

Com o novo cenário fiscal, sucessão deixa de ser tema apenas familiar e passa a ser decisão estratégica.

Na sucessão, não se trata apenas de herança  trata-se de preservar patrimônio com estratégia.

Gostou deste conteúdo e quer ler mais a respeito? O DBH Advogados atua na estruturação de planejamento sucessório tributariamente eficiente, organização de holdings familiares e avaliação do impacto do ITCMD. Para entender como organizar sua sucessão com segurança jurídica e eficiência tributária, acesse em www.dbhadvogados.com.br e siga o De Biasio e Holtz Advogados nas redes sociais /Instagram: @dbhadvogados/e acompanhe as orientações do escritório em vários conteúdos informativos produzidos.

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