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Em artigo elaborado pelo escritório e assinado pelos advogados Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache do Escritório Federiche Mincache Advogados, especialistas fazem uma análise técnica sobre o avanço dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro tema que vem ganhando destaque no noticiário e, muitas vezes, sendo interpretado de forma alarmista.
Logo no início da análise, Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache chamam atenção para o risco de generalizações precipitadas. Embora os números impressionem cerca de 2 mil pedidos de recuperação judicial em 2025, com crescimento superior a 50% , os advogados destacam que essa leitura isolada pode distorcer a real situação do setor.

Crescimento existe, mas impacto é proporcionalmente pequeno
De acordo com o artigo escrito pelo escritório, os advogados Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache explicam que, quando os dados são colocados em perspectiva, o cenário muda significativamente.
O Brasil possui cerca de 5,1 milhões de estabelecimentos rurais em atividade. Mesmo considerando, de forma conservadora, todos os pedidos de recuperação judicial como sendo de produtores rurais o que não é totalmente preciso , isso representaria aproximadamente 0,04% do total, ou pouco mais de 4 casos a cada 10 mil produtores.
Ou seja, como reforçam Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache, trata-se de um problema relevante, mas longe de caracterizar um colapso generalizado do agronegócio.
Dívidas bilionárias, mas setor segue gigante
Outro ponto central abordado no artigo pelos advogados Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache é o contraste entre o volume das dívidas em recuperação judicial e a força econômica do setor.
As dez maiores recuperações judiciais do agro somam cerca de R$ 16 bilhões. Ainda que o total do setor atinja algumas dezenas de bilhões, esse valor é pequeno diante de um agronegócio que movimenta aproximadamente R$ 1,49 trilhão por ano e mantém níveis recordes de produção.
Na avaliação dos especialistas, o debate precisa considerar essa proporção para evitar conclusões equivocadas.
Recuperação judicial como estratégia não sinal de quebra
No artigo do escritório, Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache destacam uma mudança importante de comportamento no campo: o produtor rural passou a utilizar instrumentos jurídicos mais sofisticados.
A recuperação judicial, nesse contexto, deixa de ser apenas um indicativo de crise extrema e passa a ser uma ferramenta estratégica de reestruturação financeira, permitindo negociação com credores e reorganização do negócio.
Segundo os advogados, esse movimento revela um novo perfil: o produtor rural cada vez mais se posiciona como empresário, com maior domínio de gestão e de mecanismos legais.
Profissionalização e defesa de direitos avançam no campo
Outro aspecto enfatizado por Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache no artigo é o avanço da profissionalização no agronegócio.
Os advogados apontam que produtores têm investido mais em:
- gestão financeira e governança
- uso de tecnologia e análise de dados
- planejamento de riscos
- estruturação de crédito
Esse amadurecimento leva também a uma postura mais ativa na defesa de direitos, incluindo revisão de contratos, renegociação de dívidas e maior cobrança por transparência nas relações com instituições financeiras e empresas do setor.
Entre o alarmismo e a realidade
Para Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache, a principal mensagem do artigo é clara: há, sim, produtores enfrentando dificuldades relevantes, mas isso não representa a totalidade do setor.
A maioria segue operando, produzindo e evoluindo em termos de gestão. Por isso, os advogados alertam que a narrativa baseada apenas no crescimento percentual das recuperações judiciais pode ser parcial ou até distorcida, se não considerar o contexto completo.
Um debate que precisa de dados, não de ruído
Na conclusão do artigo, os advogados Alan Rogério Mincache e Adriana Federiche Mincache defendem que o debate sobre crédito rural, política agrícola e endividamento deve ser conduzido com base em dados técnicos e não em percepções amplificadas por manchetes.
Para eles, o desafio está em separar o que é um problema pontual ainda que relevante de uma suposta crise estrutural, que, segundo a análise apresentada, não se sustenta diante dos números do agronegócio brasileiro.
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