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Aumento das recuperações judiciais expõe a verdade sobre o real custo financeiro das empresas brasileiras

O recorde de recuperações judiciais no Brasil não revela apenas empresas em crise, mas um sistema econômico que cada vez mais pressiona o caixa das empresas a ponto de fazer desaparecer as margens da atividade empresarial e entender esse movimento pode ser decisivo para evitar prejuízos irreversíveis.

Empresas sob pressão: o avanço das recuperações judiciais redesenha o cenário empresarial no Brasil.
Empresas sob pressão: o avanço das recuperações judiciais redesenha o cenário empresarial no Brasil. (Foto: Shutterstock)

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O crescimento expressivo dos pedidos de Recuperação Judicial (RJ) no Brasil acende um sinal de alerta para empresários e investidores. Entre 2024 e 2025, o país registrou níveis recordes de solicitações, refletindo um cenário de pressão financeira intensa, juros elevados, retração de crédito e dificuldades de caixa em diversos setores da economia. O movimento não se restringe a grandes corporações: médias e pequenas empresas também passaram a recorrer ao instituto como forma de reorganização e sobrevivência.

Esse cenário, segundo especialistas, revela uma mudança estrutural no ambiente empresarial. Segundo destaca o advogado Alan Mincache, do escritório Federiche Mincache Advogados, o aumento das RJs não pode ser visto apenas como um indicador de crise, mas também como uma busca legítima por instrumentos legais de preservação da atividade econômica. “A Recuperação Judicial deixou de ser um tabu e passou a ser compreendida como uma estratégia jurídica e de mercado para reorganizar passivos, manter empregos e garantir a continuidade da empresa”, analisa.

Pressão econômica, crédito restrito e decisões estratégicas

O avanço das recuperações judiciais está diretamente ligado à combinação de fatores macroeconômicos adversos. Taxas de juros elevadas que refletem alta alavancagem das empresas e consequentemente despesas financeiras que asfixiam as margens líquidas da atividade empresarial, tornam cada vez mais difícil a renegociação de dívidas, além dos custos operacionais crescentes e queda no consumo criaram um ambiente hostil para as empresas. Nesse contexto, a RJ surge como alternativa para reorganizar dívidas de forma estruturada, com supervisão do Judiciário e negociação coletiva com credores — evitando execuções isoladas e o colapso imediato das operações.

Entrevista | Alan Mincache responde às principais dúvidas dos leitores sobre o aumento das recuperações judiciais

Alan Mincache é advogado, atua há anos na área de Direito Empresarial e Recuperação Judicial, assessorando empresas em reestruturação financeira, negociação com credores e estratégias jurídicas para preservação da atividade econômica. À frente de casos complexos no setor, acompanha de perto a evolução do uso da RJ como ferramenta de reorganização empresarial no Brasil.

O advogado Alan Mincache analisa o aumento dos pedidos de recuperação judicial e os impactos da pressão financeira sobre empresas brasileiras.O advogado Alan Mincache analisa o aumento dos pedidos de recuperação judicial e os impactos da pressão financeira sobre empresas brasileiras. (Foto: Divulgação: Federiche & Mincache Advogados)

Jornalista da Gazeta do Povo: O que explica o aumento tão expressivo dos pedidos de Recuperação Judicial nos últimos anos?

Advogado Alan Mincache: O principal fator é a combinação de alta alavancagem, do que decorre o aumento exponencial das despesas financeiras com o chamado “serviço da dívida”, consequência lógica dos juros em patamares incompatíveis diante da geração de caixa das empresas. Muitas empresas até possuem operação viável, mas não conseguem honrar compromissos financeiros no curto prazo, uma vez que liquidez é integralmente consumida para o pagamento dos custos financeiros. A RJ surge como uma resposta jurídica para reorganizar dívidas e ganhar fôlego, evitando a falência imediata.

Jornalista da Gazeta do Povo: A Recuperação Judicial deve ser vista como último recurso?

Advogado Alan Mincache: Não necessariamente. Quando utilizada de forma planejada e no momento adequado, a RJ pode ser uma estratégia preventiva e até mesmo responsável. O erro comum é buscar o instituto tardiamente, quando toda a geração de caixa já está comprometida tornando a operação praticamente insolvente, o que torna muito difícil uma negociação com os credores que de fato permita uma reestruturação das dívidas.

Jornalista da Gazeta do Povo: O aumento das RJs tende a continuar em 2026?

Advogado Alan Mincache: A tendência se não houver a redução da taxa de juros, ainda será de números elevados. Empresas mais organizadas financeiramente, e ainda não totalmente alavancadas, já estão buscando assessoria jurídica e financeira antecipadas para evitar o agravamento das dívidas. Isso demonstra uma maturidade maior do mercado em relação ao uso do instrumento, como uma solução que se coloca à disposição, não com a pecha de calote, mas como medida responsável de proteção do negócio e dos próprios credores em uma disputa desigual.

Informação jurídica como ferramenta de prevenção

Especialistas ressaltam que o acesso à informação jurídica de qualidade é essencial para que empresários tomem decisões estratégicas antes que a crise se torne irreversível. A compreensão correta da Recuperação Judicial — seus riscos, limites e oportunidades — pode significar a diferença entre a reorganização e o encerramento definitivo das atividades.

Onde encontrar mais conteúdos informativos sobre Direito Empresarial

Para acompanhar conteúdos informativos sobre Direito Empresarial, Recuperação Judicial e estratégias jurídicas para empresas, siga o advogado Alan Mincache nas redes sociais e conheça o trabalho do escritório Federiche Mincache Advogados: https://fmadvoc.com/
www.instagram.com/federichemincache/
https://www.linkedin.com/company/federiche-mincache-advogados/

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