i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
História

Dois mortos muito loucos: a bizarra história dos cadáveres de Mussolini e Franco

  • PorRafael Azevedo, especial para a Gazeta do Povo
  • 03/03/2020 16:13
No Vale dos Caídos, Franco ordenou a construção de um mausoléu que tivesse “a grandeza dos monumentos antigos, que desafiem o tempo e o olvido e que constituam um lugar de meditação e repouso, em que as gerações futuras rendam tributo de admiração aos que lhes legaram uma Espanha melhor”.
No Vale dos Caídos, Franco ordenou a construção de um mausoléu que tivesse “a grandeza dos monumentos antigos, que desafiem o tempo e o olvido e que constituam um lugar de meditação e repouso, em que as gerações futuras rendam tributo de admiração aos que lhes legaram uma Espanha melhor”.| Foto: Pixabay

Entre os pontos em comum que unem dois dos maiores facínoras da história recente estão a ideologia assassina, o total desprezo pela vida humana e os curiosos destinos que seus corpos tiveram depois de suas mortes.

Os ditadores Benito Mussolini e Francisco Franco, nomes que estão na mente de todos que cresceram durante o século XX e que fizeram o que bem entenderam com as vidas e corpos de seus adversários, acabaram tendo seus cadáveres usados, de maneiras nem sempre lisonjeiras, para os fins políticos mais espúrios.

“Como um vira-lata sarnento”

Em julho de 1943, Benito Mussolini, líder fascista da Itália desde 1922, foi deposto e preso por ordens do rei Vítor Emanuel III. Adolf Hitler, no entanto, conseguiu resgatá-lo da prisão por meio de uma operação de forças especiais alemãs e o recolocou de volta no poder da chamada República Social Italiana, popularmente conhecida como República de Salò – um Estado fantoche criado no norte da Itália na cidade de mesmo nome.

Com o avanço das tropas Aliadas durante 1944 e 1945, no entanto, os nazistas decidiram bater em retirada, deixando Mussolini praticamente isolado em Milão, para onde ele havia transferido a sede do seu governo. Diante de uma revolta generalizada organizada pelos partigiani antifascistas, Mussolini resolveu fugir para a Suíça num comboio alemão (disfarçado de nazista, com direito a uniforme e capacete), mas acabou sendo capturado por um grupo de comunistas locais na pequena vila de Dongo, às margens do lago de Como.

Para os militantes antifascistas, a questão agora não era executar ou não Mussolini, mas como executá-lo antes que os Aliados pudessem capturá-lo e lhe dar a dignidade de um julgamento. Um deles chegou a sugerir que Mussolini fosse morto “como um vira-lata sarnento”. No dia seguinte à captura, Mussolini, sua amante, Claretta Petacci, e outros altos oficiais fascistas tiveram seu fim diante de um pelotão de fuzilamento.

Seus corpos foram levados na manhã seguinte para Milão e jogados no meio da Praça Loreto. Ao verem uma turba furiosa se agrupar em volta dos cadáveres e começar a linchá-los, os partigiani decidiram pendurá-los de ponta cabeça diante de um posto de gasolina, montando assim a cena que talvez tenha se tornado uma das mais icônicas do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa e da história italiana recente.

(O mais curioso é que o próprio Mussolini, que havia sido jornalista e editor de um diário fascista, Il Popolo, tinha escrito em 1920 uma matéria descrevendo incrédulo um linchamento terrível de um oficial dos carabinieri cometido por militantes socialistas e anarquistas na mesma Praça Loreto).

Depois que os instintos sádicos da turba haviam sido devidamente saciados, os corpos de Mussolini e Petacci foram levados para o necrotério da cidade. Lá, foram fotografados – de mãos entrelaçadas, para um maior efeito dramático, pelo exército americano, e, segundo alguns relatos, tiveram seus órgãos removidos pelos legistas locais, que teriam até mesmo jogado uma macabra partida de pingue-pongue com alguns deles. De lá, foram levados para o cemitério de Musocco, onde foram enterrados numa vala comum.

Um cadáver à solta pela Itália

Em 1946, um jovem fascista chamado Domenico Leccisi, que passava todo dia de trem diante do cemitério, teve a ideia de “resgatar” o corpo do Duce. Aproveitando-se de uma rebelião numa prisão milanesa em 23 de abril, que mobilizou toda a polícia da cidade, Leccisi chamou dois amigos e exumou o corpo, deixando em seu lugar um bilhete dando crédito ao Partido Democrata Fascista pelo roubo.

Durante dias o país todo se mobilizou para encontrar o corpo de Mussolini. Boatos de que ele havia sido visto em todo tipo de lugar – numa barca sobre um rio, dentro de um balão, no aeroporto de Roma, no lago de Lugano, na Suíça, e até mesmo que Churchill tinha ordenado que o corpo fosse levado à Inglaterra – pipocaram pela Itália.

Depois de alguns meses de investigação, Leccisi e seus comparsas foram presos e acabaram revelando o destino do corpo: depois de levá-lo para diversos esconderijos em pequenas aldeias nas montanhas, eles acabaram levando-o para Milão, onde alguns padres os ajudaram a escondê-lo na Igreja de Santo Ângelo e, de lá, para o Mosteiro de Certosa, em Pavia, onde o corpo foi encontrado enrolado em plástico, numa caixa dentro do armário da cela de um monge. A essa altura, segundo os relatos da polícia, o cadáver já não era mais um cadáver, mais um “esqueleto caindo aos pedaços”.

As autoridades italianas, então, esconderam o corpo de Mussolini por “questões de Estado”. Elas fizeram um acordo com os padres que o haviam escondido para que os sacerdotes pudessem dar ao ditador um funeral cristão antes de sepultá-lo num local secreto (o convento de Cerro Maggiore). Nem mesmo a família de Mussolini ficou sabendo do local do sepultamento. A ideia era evitar que o local se tornasse um santuário ou destino de peregrinação para neofascistas.

Em 1957 os restos de Mussolini foram finalmente transferidos para o cemitério de São Cassiano, em Predappio, terra natal do ditador. Lá, Mussolini foi sepultado na cripta da família – onde continua até hoje.

O lugar acabou se tornando alvo de homenagens anuais por fãs modernos do tirano.

Monumento digno de um faraó

Já Francisco Franco, o caudilho que governou com mão de ferro a Espanha durante boa parte do século XX, depois de vencer uma sangrenta guerra civil – e com a ajuda do mesmo Mussolini e da Alemanha nazista de Hitler –, não teve uma morte tão trágica quanto a de seu antigo aliado. Seu corpo, porém, também esteve no centro de uma controvérsia.

A personalidade de Franco ainda desperta paixões na Espanha. Parte da população espanhola o abomina por causa das terríveis violações aos direitos humanos cometidas durante o tempo em que ele esteve no poder. Mas Franco conta também com ferrenhos defensores que atribuem a ele a responsabilidade pela industrialização e modernização vividas pelo país durante a década de 1960 (o chamado “Milagre Espanhol”), por instilar um sentimento nacionalista que, apesar de exacerbado e repressor, conseguiu manter unidas as diferentes comunidades autônomas, e por utilizar uma série de manobras diplomáticas e políticas para evitar que a Espanha fosse arrastada para a Segunda Guerra Mundial.

Em 1973, já sofrendo de vários problemas de saúde, Franco começou a abrir mão de seu poder absoluto, delegando a função de primeiro-ministro a outros políticos e indicando o príncipe Juan Carlos de Borbón, que ele já havia designado como seu sucessor em 1969, para substitui-lo como chefe de Estado durante os períodos em que estava debilitado demais.

No fim de 1975, aos 82 anos, Franco morreu. O lugar escolhido para sepultar seu corpo foi um vale coberto por pinheiros nos arredores de Madri, na Serra de Guadarrama, conhecido como Vale dos Caídos. Ainda no fim da Guerra Civil Espanhola, o próprio Franco tinha ordenado a construção de um mausoléu que tivesse “a grandeza dos monumentos antigos, que desafiem o tempo e o olvido e que constituam um lugar de meditação e repouso, em que as gerações futuras rendam tributo de admiração aos que lhes legaram uma Espanha melhor”.

O mausoléu, uma gigantesca basílica neoclássica de granito, decorada com estátuas, mosaicos e tapeçarias mostrando heróis e mártires ao lado de emblemas fascistas, levou duas décadas para ser construído e custou mais de duzentos e cinquenta milhões de dólares. Quarenta mil trabalhadores, a maior parte prisioneiros do lado republicano, derrotado na Guerra Civil, foram forçados a construir o edifício diretamente na rocha de uma montanha de frente para o vale e a erguer uma gigantesca cruz de 150 metros de altura sobre ele.

Muitos desses operários morreram durante explosões para abrir o buraco na face da montanha e outros tantos de doenças causadas pelas péssimas condições de trabalho ou soterrados pelos gigantescos blocos de granito. Embora oficialmente Franco pretendesse que as vítimas dos dois lados da guerra fossem enterradas no mausoléu, familiares dos combatentes republicanos se recusaram a permitir que seus entes queridos fossem sepultados ali, o que fez com que o governo espanhol exumasse seus corpos e os levasse, sem qualquer autorização, para lá, na chamada “Operação Caídos”.

O corpo de Franco foi, então, embalsamado e colocado numa sepultura ao lado do altar da basílica, sob uma imensa figura de Cristo crucificado, numa cerimônia solene com cerca de cem mil pessoas. Nenhum líder europeu ocidental aceitou comparecer ao funeral (que contou com a presença de um grande admirador de Franco, o ditador chileno Augusto Pinochet).

O local logo se tornou alvo de um debate interminável. Enquanto apoiadores de Franco consideravam o mausoléu uma espécie de santuário e faziam celebrações anuais no local no aniversário da morte do ditador, o resto da população considerava uma afronta a presença do seu corpo ali, ao lado das sepulturas de tantos cujas mortes ele havia causado.

Ferida aberta

A Espanha se democratizou, sob o comando de Juan Carlos (agora rei), mas os governos de todos os primeiros-ministros desde então se recusaram a mexer nessa ferida, que ficou infeccionando lentamente.

Em 2019, o socialista Pedro Sánchez foi eleito primeiro-ministro da Espanha e, finalmente, decidiu remover os restos mortais de Franco do local, alegando que “nenhuma democracia pode permitir monumentos que exaltem uma ditadura”. Mesmo com os protestos da família de Franco, que alegou só aceitar a transferência se seus restos fossem enterrados na sua cripta na Catedral de Almudena, no centro de Madri, e dos monges beneditinos responsáveis pela administração da basílica, que tinham gasto somas consideráveis ao longo dos anos com a restauração e manutenção do mausoléu e exigiam ao menos que uma missa fosse realizada antes da exumação, o governo decidiu ir adiante.

Numa cerimônia transmitida ao vivo pela TV, o caixão contendo o corpo de Franco foi retirado de sua sepultura e carregado por seus familiares para a praça diante da basílica, sem qualquer solenidade oficial ou religiosa. Diante de algumas poucas autoridades, o prior abençoou o caixão e, junto com a família, entoou um grito de despedida: “¡Viva España!”.

Partidos de direita protestaram, acusando o governo de “profanar sepulturas” e “ressuscitar ódios”, e acusaram o primeiro-ministro de utilizar o expediente para tirar a atenção do público para seu desempenho pífio na gestão da economia do país e os protestos separatistas na Catalunha, enquanto os de esquerda diziam que relocar o local de descanso do ditador “não era suficiente”, exigindo que o governo exumasse as mais de duas mil valas comuns onde jazem combatentes republicanos da guerra civil.

Por fim, os restos de Franco foram colocados num helicóptero e levados até o cemitério de Mingorrubio, na periferia de Madri, onde foram depositados numa cripta privada, ao lado de sua mulher, Carmen Polo. Durante a cerimônia, o sacerdote Ramón Tejero – filho de Antonio Tejero, um militante responsável por uma tentativa de golpe em 1981 – conduziu uma missa, na qual chamou Franco de “meu general” e o louvou por “seguir a causa da justiça ao longo de sua vida”. Já o primeiro-ministro Sánchez fez um discurso em que afirmou que uma infâmia havia sido reparada, “uma anomalia numa democracia europeia como a espanhola: a exaltação da figura de um ditador num mausoléu construído durante a ditadura, pela ditadura, para a glória da ditadura”.

Enquanto isso, familiares das vítimas da Guerra Civil continuam esperando pela identificação dos outros cadáveres, muitos deles enterrados anonimamente no mausoléu do Vale dos Caídos.

26 COMENTÁRIOSDeixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 26 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.

  • A

    ANDERSON FERNANDO DA SILVA

    ± 0 minutos

    Falam das ditaduras de Mussolini e de Franco mas não falam que de certo forma e a seus modos impediram a "ditadura do proletariado", essa sim disfarçada de viés democrático matou, violentou e mutilou milhões, e ainda o faz.

    Denunciar abuso

    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

    Qual é o problema nesse comentário?

    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

    Confira os Termos de Uso

    • D

      DOM AFONSO DA MAIA

      ± 7 horas

      Uma curiosidade: O famoso lema dos socialistas "Não passarão" foi bastante utilizado pelos comunistas na Espanha, durante a guerra civil espanhola, diversos cartazes em Madrid, gritos diários, jornais, entre outros, reproduziam o lema desafiador, Franco respondeu ao final, quando suas tropas entraram em Madrid: "Hemos pasado" (Passamos!) e a cantora Celia Gámez transformou em canção "Ya hemos pasao"(Já passamos), ironizando o lado vencido. https://www.youtube.com/watch?v=7DLprM8it6k

      Denunciar abuso

      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

      Qual é o problema nesse comentário?

      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

      Confira os Termos de Uso

      • D

        DOM AFONSO DA MAIA

        ± 7 horas

        Os comunistas na Espanha levaram uma surra na Espanha, choram até hoje, eram fascinoras e cruéis, há diversos relatos históricos da crueldade que foi perpetrada pelos socialistas com o apoio de Stalin, na Espanha antes do inicio da guerra civil, prisão e assassinatos de opositores politico; Perseguição, estupros e assassinatos de sacerdotes e freiras. Franco foi a melhor opção e impediu que a Espanha se tornasse uma Cuba no coração da Europa.

        Denunciar abuso

        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

        Qual é o problema nesse comentário?

        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

        Confira os Termos de Uso

        • W

          William Munny

          ± 9 horas

          Ótimo artigo, com explanação sucinta entre passado e presente.

          Denunciar abuso

          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

          Qual é o problema nesse comentário?

          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

          Confira os Termos de Uso

          • R

            Rafael Stanziona de Moraes

            ± 3 dias

            Caríssimo Vitor Não se preocupe. Nāo estou pensando nada de mal a respeito de você. Entendo o seu ponto de vista. Apenas não concordo com ele. É certo que o artigo se refere diretamente ao destino curioso dos cadáveres de ditadores. Mas que interesse tem algo tão irrelevante? Indiretamente, fica a impressão muito forte de que a Gazeta - um jornal tão sério e honesto - cedeu à tentação de encontrar um pretexto para reafirmar de modo politicamente correto a sua real aversão a regimes ditatoriais. A Gazeta não precisa disso. Talvez a publicação de uma matéria como essa não tenha tido esse objetivo, mas a verdade é que às vezes as palavras falam muito mais do que o seu significado direto.

            Denunciar abuso

            A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

            Qual é o problema nesse comentário?

            Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

            Confira os Termos de Uso

            • J

              JAIME

              ± 4 dias

              Curiosidades históricas se prestam para artigos interessantes como este. Que venham outros.

              Denunciar abuso

              A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

              Qual é o problema nesse comentário?

              Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

              Confira os Termos de Uso

              • J

                Jesus

                ± 4 dias

                A matéria é absolutamente enviesada quando fala de Franco. Opta por desconhecer que Franco salvou a Espanha de um regime comunista sanguinário, que espalhava o terror por toda a Espanha. Franco não governava a Espanha no início da guerra civil encetada pelas comunistas. Apenas no curso do terror dos revolucionários galvanizou as esperanças dos que repudiavam uma Espanha comunista como parecia inevitável. Não lutou contra juvenatos com cartazes e palavras de ordem, mas contra forças militarmente organizadas de assassinos sanguinários apetrechadas com armas e ódio, que matavam seus compatriotas sem dó nem piedade.

                Denunciar abuso

                A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                Qual é o problema nesse comentário?

                Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                Confira os Termos de Uso

                5 Respostas
                • M

                  Marcos eisenschlag

                  ± 4 dias

                  A esquerda quer que ignoremos que comunismo e fascismo sao ideologias irmas que prevem a supressao das liberdades e a subjugacao total do cidadao pelo Estado. Querem que a historia seja revisada e que se esqueca que a grande forca propagadora que impulsionou o fascismo foi a ascensao do comunismo com suas praticas extremistas.

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

                • J

                  Jesus

                  ± 4 dias

                  Olhem agora a Espanha, governada por pseudo-conservadores oportunistas (PP) e por socialistas e comunistas... (PSOE, Podemos et caterva): divisionismo fratricida, libertinagem, abortismo, laicismo, descristianização e anticristianismo e outros tantos etceteras... Tudo como o diabo e seus filhotes gostam.

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

                • J

                  Jesus

                  ± 4 dias

                  Óbvio que para chegar às suas conclusões, o autor havia de omitir as circunstâncias todas, o contexto em que Franco emergiu nessa Espanha dividida e enfrentada, Que esperava o articulista? O que esperam todos os esquerdistas: a inação dos que deles discordam e o caminho fácil à hegemonia do esquerdismo. Não sem espalhar cadáveres pelo caminho. Natural. Caricaturizar os adversários e compará-los com figuras abjetas faz parte da estratégia da esquerda para reescrever a história e apresentar-se como virtuosos - de virtudes morais que intimamente desprezam.

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

                • J

                  Jesus

                  ± 4 dias

                  Qual o grande crime de Franco? Não ter sido romântico e inerte: usou das armas e do amor à Espanha para combater as armas e o ódio sanguinário do comunismo internacionalista. Vitorioso, devolveu ao povo uma Espanha pacificada e próspera, a que buscou a reconciliação. Não criou dinastia familiar ou partidária. Ao invés disso repôs a Espanha ao seu caminho e grandeza históricos. Com sua política, logrou a convivência pacífica, leal e amistosa entre muitos, da mesma família ou vizinhança, que se haviam enfrentado em lados opostos.

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

                • J

                  Jesus

                  ± 4 dias

                  Óbvio que para chegar às duas conclusões, o autor havia de omitir as circunstâncias todas, o contexto em que Franco emergiu nessa Espanha dividida e enfrentada, Que esperava o articulista? O que esperam todos os esquerdistas: a inação dos que deles discordam e o caminho fácil à hegemonia do esquerdismo. Não sem espalhar cadáveres pelo caminho. Natural. Caricaturizar os adversários e compará-los com figuras abjetas faz parte da estratégia da esquerda para reescrever a história e apresentar-se como virtuosos - de virtudes morais que intimamente desprezam.

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

              • G

                Guido Rapozo

                ± 4 dias

                Aqueles que mataram milhares de católicos por ódio à fé, incendiaram igrejas, mosteiros e conventos, e queriam transformar a Espanha em um posto avançado do comunismo soviético é que deveriam ser qualificados como facínoras. De julho a outubro de 1936, mais de 6.500 padres, religiosos e leigos católicos foram assassinados; freiras foram estupradas antes de serem mortas; cadáveres de religiosos foram arrancados das criptas e expostos na rua para servirem de mictório aos socialistas e anarquistas. Francisco Franco impediu que a Espanha se tornasse um Estado-satélite de Stalin e reergueu aquela nação.

                Denunciar abuso

                A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                Qual é o problema nesse comentário?

                Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                Confira os Termos de Uso

                1 Respostas
                • S

                  Siqueira

                  ± 4 dias

                  Muito bem lembrado Guido. Parabéns!

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

              • V

                Vitor Chvidchenko

                ± 4 dias

                É curioso que alguns cadáveres de líderes políticos muito famosos sofreram destinos estranhos após o sepultamento - não foi uma exclusividade de Franco e Mussolini. Alguém aqui se lembra da história de Evita, que após morta, foi roubada da sepultura e acabou parando nas mãos de um necrofilista, que fazia sexo com o corpo dela? Desculpem, eu sei que essa história é pesada... Mas não deixa de ser mais uma para o anedotário dos cadáveres de líderes políticos que sofreram destinos estranhos ou sinistros após o enterro.

                Denunciar abuso

                A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                Qual é o problema nesse comentário?

                Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                Confira os Termos de Uso

                • L

                  Luciano Franquim

                  ± 4 dias

                  Faltou dizer que a exumação de Franco do Valle de los Caídos é parte da releitura esquerdista da recente história da Espanha, que não aceita ter perdido a Guerra civil; e uma jogada política do Partido Socialista espanhol, em plena época de eleições. Dá nojo!

                  Denunciar abuso

                  A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                  Qual é o problema nesse comentário?

                  Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                  Confira os Termos de Uso

                  • J

                    JR

                    ± 4 dias

                    Ótima matéria. Nem parece que estou lendo a gazeta.

                    Denunciar abuso

                    A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                    Qual é o problema nesse comentário?

                    Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                    Confira os Termos de Uso

                    • R

                      Rafael Stanziona de Moraes

                      ± 4 dias

                      Lamentável. Muito politicamente correto Uma nojenta adulação (que não convence ninguém) das esquerdas. É certo que Mussolini e Franco foram ditadores cruéis deploráveis sob todos os aspectos, mas por que nada se diz de Stalin ou de Mao?

                      Denunciar abuso

                      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                      Qual é o problema nesse comentário?

                      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                      Confira os Termos de Uso

                      1 Respostas
                      • V

                        Vitor Chvidchenko

                        ± 4 dias

                        Mas a matéria fala somente sobre o destino curioso e estranho dos dois cadáveres, de Mussolini e Franco. Não é o objetivo da matéria falar sobre ditadores em geral. E, queira você ou não, eles foram ditadores e violadores de direitos humanos, assim como os ditadores de esquerda que você citou. Atenção: eu sou de direita, antes que você vá concluindo coisas estranhas sobre mim (heheh)...

                        Denunciar abuso

                        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                        Qual é o problema nesse comentário?

                        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                        Confira os Termos de Uso

                    • D

                      Decio mango

                      ± 4 dias

                      Mas a expressão "social"..diz tudo..

                      Denunciar abuso

                      A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                      Qual é o problema nesse comentário?

                      Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                      Confira os Termos de Uso

                      • M

                        Marcos eisenschlag

                        ± 4 dias

                        Que sugestivo que o escritor tenha se esquecido de fazer referencia ao corpo de Stalin (o maior dos fascinoras, tambem seguidor de uma ideologia assassina e com certeza com total e absoluto desprezo pela vida humana) que foi tambem removido do mausoleu faraonico que construiu para uma singela lapide pelos mesmos motivos citados para os outros dois casos, dessa vez por Kruschev. Extremamente Ironico que o socialista Pedro Sanchez, auto declarado seguidor de uma ideologia assassina, seja critico a um ditador que seguia uma ideologia irma. Triste que essas ideias ainda sigam vivas.

                        Denunciar abuso

                        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                        Qual é o problema nesse comentário?

                        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                        Confira os Termos de Uso

                        1 Respostas
                        • V

                          Vitor Chvidchenko

                          ± 4 dias

                          Não acho que seja um demérito à matéria, que ao meu ver, está muito bem escrita. Ok, ficaria mais interessante se tivesse falado dessa história do cadáver do Stalin também, que aliás, eu não conhecia. Em tempo: ditador assassino, para mim, é tudo porcaria. Não tem essa de ditador bom e ditador ruim, não.

                          Denunciar abuso

                          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                          Qual é o problema nesse comentário?

                          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                          Confira os Termos de Uso

                      • W

                        Walbert

                        ± 4 dias

                        Em que pese o fato de que as citações da matéria tenham fundamento, há de se lembrar o que acontecia na Espanha antes da guerra civil espanhola. O governo socialista de Manuel Azana cometia diversos tipos de atrocidades, queimavam igrejas, enforcavam sacerdotes e freiras, perseguiam pessoas não alinhadas ao governo socialista. Franco foi um ditador? Sim, mas seus antecessores autodenominados progressistas eram também ditatoriais e maus , muito mais!

                        Denunciar abuso

                        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                        Qual é o problema nesse comentário?

                        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                        Confira os Termos de Uso

                        2 Respostas
                        • V

                          Vitor Chvidchenko

                          ± 4 dias

                          Às vezes, um país tem que optar pelo mal menor. Concordo que Franco ainda foi bem menos ruim do que se a esquerda tivesse tomado o poder na Espanha. Porém, isso não vai fazer de mim um admirador dele.

                          Denunciar abuso

                          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                          Qual é o problema nesse comentário?

                          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                          Confira os Termos de Uso

                        • M

                          Marcos eisenschlag

                          ± 4 dias

                          E a queima de igrejas segue viva no Chile. Sera' por que Pinera e' um franquista ou sera' que a esquerda nao consegue conviver com ninguem no poder que nao seja socialista?

                          Denunciar abuso

                          A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                          Qual é o problema nesse comentário?

                          Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                          Confira os Termos de Uso

                      • P

                        Pedro tenvia

                        ± 4 dias

                        Franco é odiado pela esquerda espanhola porquê venceu a guerra civil, ele apoiado por Hitler contra aqueles que eram apoiados por Stalin, ambos os grupos cometeram crimes, nem um dos lados pretendia ver uma Espanha democrática, apenas que o armamento de Hitler era melhor,a duvida que resta, tivessem os apoiados de Stalin vencido a guerra, seria a Espanha hoje democrática?

                        Denunciar abuso

                        A sua denúncia nos ajuda a melhorar a comunidade.

                        Qual é o problema nesse comentário?

                        Obrigado! Um moderador da comunidade foi avisado sobre a denúncia. Iremos avaliar se existe alguma violação aos Termos de Uso e tomar as medidas necessárias.

                        Confira os Termos de Uso

                        Fim dos comentários.