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Estes dois democratas estão enfrentando a intolerância anticristã de seu partido nos EUA

A crescente hostilidade dos senadores democratas a nomeados que têm uma fé cristã convicta é uma regressão a uma sensibilidade sectária

  • Jarrett Stepman e Daniel Davis The Daily Signal
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Os membros do Partido Democrata norte-americano se orgulham da "diversidade". Com o novo Congresso, eles saudaram dois novos membros muçulmanos na Casa, reverteram a proibição de usar acessórios religiosos de cabeça no plenário e celebraram um número recorde de minorias em sua turma de calouros.

Essa propensão à diversidade torna o seu crescente ponto cego ainda mais evidente. Esse ponto cego é a intolerância anticristã, vista nas perguntas hostis que os senadores democratas têm dirigido a indicados por Donald Trump — que chegam perto, perigosamente, de parecer um teste religioso para um cargo público. 

Até recentemente, apenas os republicanos haviam reclamado dessa situação. Senadores como James Lankford, de Oklahoma, e Mike Lee, de Utah, vieram em defesa de Amy Coney Barrett em 2017, cujas qualificações para fazer parte de um tribunal de apelações foram questionadas por causa de seu “dogma”. Um senador teve a ousadia de perguntar diretamente a ela se ela se considerava "uma católica ortodoxa". 

Então, é um alívio genuíno que, nesta semana, uma democrata, finalmente, tenha dito que já chega disso. A deputada Tulsi Gabbard, do Havaí, publicou uma crítica a suas colegas democratas no Senado por interrogar Brian C. Buescher, um dos indicados de Trump, sobre sua afiliação aos Cavaleiros de Colombo, a maior organização cívica católica do mundo. 

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A deputada Tulsi Gabbard, do HavaíDivulgação

Em dezembro, as senadoras democratas Kamala Harris, da Califórnia, e Mazie Hirono, do Havaí, usaram seu tempo de questionamento para examinar as “posições extremas” dos Cavaleiros de Colombo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o aborto. (Chocante: os Cavaleiros de Colombo se opõem a ambos, seguindo o posicionamento da Igreja Católica.) 

Hirono perguntou a Buescher: "Se sua nomeação for confirmada, você pretende encerrar sua associação com essa organização para evitar qualquer aparência de parcialidade?" Harris disse: "Quando você ingressou nos Cavaleiros de Colombo, você sabia que eles se opunham ao direito de escolha da mulher?" Buescher respondeu: “Não me lembro se estava ciente de que os Cavaleiros de Colombo tinham tomado uma posição sobre a questão do aborto quando ingressei aos 18 anos de idade”. 

Nossas convicções: O argumento do “Estado laico” tem sido usado de forma inapropriada com o objetivo de transformar a religião em um assunto estritamente privado

Em seu editorial para o site The Hill, a deputada Gabbard não poupou suas colegas por usarem a fé católica e as afiliações de um homem contra ele. Ela escreveu: "Embora eu seja contrária à nomeação de Brian Buescher para o Tribunal Distrital dos EUA em Nebraska, me oponho fortemente àqueles que estão fomentando a intolerância religiosa, alegando que o catolicismo de Buescher e sua afiliação aos Cavaleiros de Colombo o desqualificam. Se Buescher é 'desqualificado' por causa disso, então o presidente John F. Kennedy e o 'leão progressista do Senado' Ted Kennedy teriam sido 'desqualificados' pelas mesmas razões". 

Gabbard estava quase sozinha entre os progressistas – que reagiram furiosamente. Mas não estava completamente sozinha. O deputado Dan Lipinksi, de Illinois, um dos poucos democratas pró-vida da Casa, deu voz às suas preocupações: "Eu nunca, jamais esperei que ser membro dos Cavaleiros de Colombo seria algo visto de forma suspeita ou até pior. É terrível ver a filiação aos Cavaleiros de Colombo questionada assim, mas no fundo isso traz de volta a questão da liberdade religiosa, e é algo que temos que continuar a falar a respeito porque nós, nosso país, não podemos nos dar ao luxo de perder essa liberdade que está garantida na Primeira Emenda da Constituição". 

Os senadores que consideram os Cavaleiros de Colombo como "extremistas" mostram o pouco que sabem sobre a organização. Os Cavaleiros concentram-se principalmente no trabalho de caridade para os pobres, deficientes e órfãos, e levantam fundos em favor da educação de alunos carentes de todas as afiliações religiosas. Eles também têm trabalhado para ajudar cristãos perseguidos no Oriente Médio e em todo o mundo. Os Cavaleiros de Colombo são, essencialmente, uma versão católica do Rotary Club. E o tamanho de suas doações é impressionante, para dizer o mínimo. 

Helen Raleigh, do site The Federalist, resumiu bem: “A única coisa extremista dos Cavaleiros de Colombo é a sua generosidade”. Como já observamos no Daily Signal, os testes religiosos para cargos públicos são claramente proibidos pela Constituição. A crescente hostilidade dos senadores democratas a nomeados que têm uma fé cristã convicta é uma regressão a uma sensibilidade sectária que pensávamos ter deixado para trás. 

Na década de 1920, havia uma tensão maior entre cristãos católicos e protestantes nos Estados Unidos. Alguns grupos, como a Ku Klux Klan, questionavam abertamente se os católicos poderiam ser realmente norte-americanos — especialmente diante do aumento acentuado de imigrantes de países católicos. 

O Klan pintou os Cavaleiros de Colombo como uma conspiração católica para derrubar a Constituição dos Estados Unidos e instalar o papa em seu lugar. Também travou uma campanha para abolir as comemorações cada vez mais populares do Dia de Colombo, que considerou outra tentativa covarde dos católicos de normalizarem suas crenças religiosas. 

O senador democrata Robert Byrd foi o último membro da Ku Klux Klan a servir no Senado. Mas parece que alguns progressistas modernos têm amnésia e estão empunhando a tocha anticatólica novamente. 

Certamente, os pontos de vista de um candidato a um cargo judicial e suas posições legais são relevantes para saber se ele está apto a servir, mas tentar desqualificá-lo pelo simples fato de que é filiado a um grupo religioso específico é corrosivo. 

A acusação contra os Cavaleiros de Colombo e contra Buescher parece ser que sua verdadeira religião é o catolicismo e não o progressismo. Esse é um teste religioso disfarçado – mas eles não podem continuar fazendo isso. 

Joel Griffith, da Heritage Foundation, observou recentemente que o antissemitismo ganhou um novo esteio no 116º Congresso. O mesmo acontece com o anticatolicismo. Mas é encorajador ver dois membros corajosos do Partido Democrata finalmente recusando essa postura. Tomara que essa tribo aumente. 

Tradução: Gisele Eberspächer

©2019 Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês

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