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“Discobombulador” – nome da arma secreta que Donald Trump afirmou ter usado para capturar Nicolás Maduro em operação sem baixas americanas. Grande coisa! No Brasil, nós temos o Supremobulador Tabajara: uma arma nada secreta que livra corruptos da cadeia sem disparar um só tiro.
“Eu fico toda noite indignado com o que aconteceu na Venezuela” – Lula, ainda inconformado com a prisão do amigo Nicolás Maduro. Engraçado, enquanto o Maduro passava com tanque de guerra por cima de estudantes, o Lula roncava que nem uma morsa... bastou o ditador amigo cair e o fantasma da delação reaparecer, que os pesadelos voltaram.
“Está claro que Lula não vai fazer parte desse ‘Conselho da Paz’ do Trump. Dos países que aderiram, a grande maioria tem viés autoritário” – pondera Gerson Camarotti, jornalista. É melhor o Brasil não se misturar mesmo: nossa cleptocracia é plural, inclusiva e, acima de tudo, democrática.
“Eu tenho um Exército, uma Marinha e uma Aeronáutica que não têm dinheiro nem pra comprar bala pra treinar” – Lula, sobre o estado de penúria das Forças Armadas brasileiras. É só fazer um convênio com o pessoal do “diálogo cabuloso”. Afinal, o CV tem míssil antiaéreo, o PCC tem drone com visão noturna e o TCP tem até fuzil banhado a ouro.
“Dos céus trovejou o Senhor, e ressoou a voz do Altíssimo. Atirou as suas flechas e dispersou os inimigos; com os seus raios os fez bater em retirada” – Ricardo Noblat, blogueiro, citando a Bíblia ao debochar de vítimas de raio que atingiu manifestantes de direita. Já dizia Shakespeare em O Mercador de Veneza: “Observa como o diabo sabe tirar partido das Escrituras”.
“Foi um dia negro para nós, mas acabou” – Luís Castro, técnico do Grêmio, em fala acusada de ser racista após derrota para o Internacional. Calma, militância! Ele já veio a público esclarecer que não quis denegrir ninguém; levantou a bandeira branca, saiu da lista negra e agora está tudo azul.
“Eu perdi a noção da realidade” – Kanye West, rapper americano, se arrependendo do passado antissemita. Ao contrário de certos “companheiros” sul-americanos, ele nem precisou ser declarado persona non grata em Israel para chegar a essa conclusão.
“Faria Lima foi fiadora da irresponsabilidade que culminou no caso Master” – José Dirceu, ex-presidiário, em artigo na Folha de S.Paulo. Não percam: na semana que vem, a Folha trará uma análise do Goleiro Bruno sobre o caso do cachorro Orelha.
“Meu conselho para os torcedores: fiquem longe dos EUA!” – Sepp Blatter, ex-presidente da FIFA afastado por corrupção, sugerindo boicote à Copa do Mundo. O Blatter tem experiência: sempre soube exatamente de quais países deveria fugir.
“CPI nunca é bom” – Capitão Cueca, o “José Guimarães”, líder do Governo na Câmara (PT-CE), sobre investigações do Banco Master. Dizem os mais próximos que, para ele, a única coisa pior que CPI é revista íntima em aeroporto.
“Bolsonaro comanda facções da direita de dentro da cadeia” – Josias de Souza, jornalista. E aquela facção que assaltou os aposentados e blindou o Banco Master, é comandada de onde?
Edson Frachin
“Edson Frachin” – apelido que o presidente do STF teria recebido dos colegas, de acordo com o jornalista Lauro Jardim. Com essa criatividade toda, quem deve estar por trás desse apelido é Amãogrande de Moraes.
“Estrada do Laranjal” – endereço do Resort Tayayá, supostamente de propriedade do cunhado de Dias Toffoli. O resort pode até ter uma reputação duvidosa, mas o endereço é de uma honestidade rara.
“Abriria uma crise institucional muito grave” – Edson Fachin, presidente do Supremo (STF-RS), sobre impeachment de ministros da Corte suspeitos de corrupção. Seria uma injustiça, no meio dessa farra institucional generalizada, restaurarem a moralidade justo na vez de o STF se locupletar.
“Não vou cruzar os braços, doa a quem doer” – Edson Fachin, sobre escândalo do Banco Master. Afinal, para varrer tudo para debaixo do tapete, é preciso estar com as mãos livres.
“STF foi atacado no governo Bolsonaro pelas virtudes, agora pelos erros” – Míriam Leitão, blogueira. Os ataques podem ter diversas motivações, mas a defesa é sempre pela conveniência.
“Ministros são perseguidos por seu ofício” – Edson Fachin, sobre denúncias de corrupção contra membros do STF. Podem me chamar de antiquado, mas, no meu tempo, o “ofício” de magistrado não incluía passear em jatinho de empresário nem botar o CPF da mulher em contrato com banqueiro enrolado.
“Segue um padrão criminoso de ataques desqualificados contra o Supremo” – Alexandre Barci de Moraes, marido da Ronaldinha dos Tribunais e ministro do Supremo (STF-SP), criticando notícias de que teria frequentado a casa de Daniel Vorcaro. Banqueiro corrupto bancar a esposa do ministro? Coisas da democracia. Ministro frequentar a festa de investigado? Mera liturgia do cargo. Agora, jornalista noticiar o fato? Eis o verdadeiro crime.
Caderno de Cultura
“Se os brasileiros nomeassem um sapato ao Oscar, todos votariam nele” – Oliver Laxe, diretor de Sirāt, que concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro contra O Agente Secreto. A vantagem é que, ao contrário da Fernanda Torres, o sapato não faz chinelagem e não toparia estrelar uma propaganda ofendendo o próprio público.
“Essa jornada da Acadêmicos de Niterói, sobre o menino Luiz Inácio, ela começa com um país assombrado” – Milton Cunha, carnavalesco, sobre desfile de escola de samba que tem como tema Lula. Começa assombrado e segue assombrado até hoje. Parece até que essa jornada começa com o nascimento do anticristo.
“Eu tô amaldiçoando a vida de cada um que veio pra cá pra pegar telefone” – Anitta, cantora, revoltada com ladrões de celular durante seu show. Completamente desnecessário. Só o suplício de assistir a um show da Anitta já é maldição suficiente para umas três encarnações.
Correio Deselegante
“Deixei minha esposa ter um amante; agora que acabou, eu tenho que consolá-la?” – perguntou leitor do The New York Times, à seção de ética do jornal progressista americano. É o corno Avenida Paulista: começa no Paraíso, mas depois desce a ladeira e termina na Consolação.
“Não me foi permitido ser quem eu era” – Reinaldo Gianecchini, ator, sobre suposta pressão que sofreu para fingir masculinidade. É, mas foi uma atuação menos convincente que a do Cigano Igor.
“Eu me considero vivendo a minha segunda adolescência” – Heloisa Périssé, atriz, ao revelar novo romance. Adolescência é que nem caxumba: se não cura na infância, volta muito pior na velhice. Estimamos melhoras.



