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“As plateias estão vazias” — Paula Lavigne, mulher de Caetano Veloso, reclamando da ausência de público na turnê do marido. Até nisso os shows do Caetano estão cada vez mais parecidos com os comícios do Lula.
“Agora só tem direito político quem gosta do Toffoli? Isso é um regime ditatorial!” — deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), revoltado com a decisão do STF que suspendeu as redes sociais de Renan Santos, candidato de seu partido à presidência. O sujeito só descobre que vive num regime de exceção no dia em que deixa de ser a exceção.
“Renan Santos está pontuando em um dígito, mas suas ideias ousadas estão lhe rendendo apoiadores importantes na direita brasileira” — The Economist, revista britânica, em matéria sobre o candidato nanico do MBL. Não perca, na próxima edição, uma entrevista com a Margem de Erro, grande rival de Renan nessas eleições.
“Atacar o Judiciário é atacar o pobre” — ministro do Supremo Dias Toffoli (STF-SP), tentando blindar a Corte contra a enxurrada de escândalos recentes. Certamente ele se referia à pobreza moral.
Um Oferecimento: Banco Master
“O escritório solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, sobre a eventual existência de impedimentos legais” — notinha do Barci de Moraes Advogados Associados, sobre a revelação de que Alexandre Moraes editou contrato com o Banco Master. Em sua carreira no STF, Moraes já atuou nas condições de juiz, promotor, vítima, carrasco e, agora, marido. Falta só atuar na condição de réu. E aí, André Mendonça?
“Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não tô entendendo isso. Contrato mais importante que temos. Surreal. Vamos ter problemas” — Daniel Vorcaro, lembrando a importância de manter os repasses ao escritório da família de Moraes em dia. Homem de reputação ilibada, Vorcaro devia estar apenas tentando evitar a fama de caloteiro.
“Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?” — Daniel Vorcaro, em mensagem cobrando interferência direta de Alexandre de Moraes junto à cúpula da PF (Andrei Rodrigues) e da PGR (Paulo Gonet), dias antes de ser preso. Olha o drama do empresário brasileiro: ele respeita os contratos, paga rigorosamente em dia, trata os prestadores de serviço a pão de ló e uísque 18 anos e, na hora do aperto, o pós-venda falha e ele acaba indo em cana. Não há segurança jurídica neste país.
“Fala pra ‘Patroa’ aí que o ‘Careca’ confirmou o jantar com a gente” — Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no Governo Bolsonaro, combinando festinha com a presença de Moraes. É “Careca” pra cá, “Patroa” pra lá. Quem ouve pensa que estão se referindo a membros de facções criminosas e não a altas autoridades da República. Se bem que...
“Oba!!! Tomara que tenha charuto e Macallan” — Paulo Gonet, procurador-geral da República, demonstrando todo o decoro do cargo ao comemorar o menu de luxo da festinha de Daniel Vorcaro. Parece uma criança empolgada para ir à Disney... mas é só um pateta sonhando em tomar um porre com um banqueiro corrupto.
“Agora vai ter que ter plantação de charuto” — Daniel Vorcaro, respondendo a interlocutor que encaminhou mensagem de Gonet. Cuidado, Gonet, o risco agora é acabarem te plantando um charuto lá na Papuda.
“Estamos juntos sempre. Você sabe que eu tenho a gratidão da minha vida a você” — Daniel Vorcaro, em mensagem a Alexandre de Moraes. Contrair dívida de gratidão com o Moraes é perigoso: foi nessa brincadeira que a nossa democracia acabou em recuperação judicial e o Banco Master foi direto à falência.
“Acha que segunda já tenho que estar fora?” — Daniel Vorcaro, consultando Alexandre de Moraes sobre a possibilidade de fugir do país para evitar sua prisão. E aí, Moraes... Acha que na segunda é você quem já vai estar fora? Pede pra sair, porque esse barato todo pode acabar te custando muito Vorcaro...
“Tem nove meses que tento colaborar, mas não tenho conseguido” — Daniel Vorcaro, em audiência após sua prisão. Nove meses? Algo me diz que essa delação vai nascer careca, birrenta e suja dos pés à cabeça. Que nem o titio.
“Eu banquei todos os voos dele” — Daniel Vorcaro, sobre sua relação com Nikolas Ferreira. Era menos arriscado você ter viajado de Voepass, Nikolas.
“Valeu, Dani! Deus te abençoe e vamos estar juntos” — deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em mensagem a Daniel Vorcaro em que discute investimentos em ativos minerais. Quando o “Dani” estava no auge, todo mundo estava junto. Agora que ele está na pindaíba, fingem que nem o conhecem...
“Estou perplexa, indignada... estou querendo um esclarecimento sobre estas denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master” — Simone Tebet (PSB-SP), ex-ministra de Lula e candidata ao Senado. Eu não via Simone Tebet tão revoltada assim com a corrupção desde o dia em que aceitou um carguinho no governo do Lula.
“As revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro são gravíssimas e precisam ser investigadas” — Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra de Lula e candidata ao Senado. Fiel à sua biografia, Marina não vai descansar até que todos os envolvidos sejam investigados, julgados, condenados, descondenados e reabilitados.
“Nem pense em se afastar do STF. O PT da Bahia está na nossa mão, e você só governa porque o STF te ajuda” — suposta mensagem de Ministro Anônimo do STF a Lula, segundo o jornalista William Waack. Uma mão suja a outra.
“Esperamos que ele se ferre” — nota do PCO, Partido da Causa Operária, sobre as denúncias envolvendo Alexandre de Moraes. Enfim, um partido de esquerda que fala a língua do proletariado.
“A minha percepção é que tem 109 pedidos, isso não é normal” — presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), após rejeitar pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. O que não é normal é um presidente do Senado ter uma gaveta tão profunda.
Lula Lá
“Lixeiro é uma profissão muito pobre. Não é uma profissão que dá orgulho. É uma coisa de quem não pôde estudar” — Lula, sobre os profissionais da coleta de lixo. Até hoje o Lula tem trauma do coletor de lixo que bateu na porta dele às 6 da manhã e ele só voltou pra casa 580 dias depois.
“Eu estava em um voo particular, não era um voo de carreira. Eu passei na sala VIP com uma garrafa d’água, a menina do balcão disse que eu não podia entrar. Tive que chamar o gerente do aeroporto. O que não falta é gente pra criar caso” — Lula, indignado ao descobrir que protocolos de segurança também se aplicam a ele. Esqueçam a ANAC; a dificuldade do Lula em seguir as regras já é um caso a ser estudado pela NASA.
“Eu perdi a Janja depois de 45 anos de casado... digo, a Marisa” — Lula, confundindo os nomes da ex-esposa e da atual. Lula tentou culpar a ex-mulher pelo tríplex e fez a morte dela de palanque para fugir da prisão... mas xingá-la de Janja é uma ofensa que ultrapassa todos os limites!



