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Humor

Frases da Semana: “Quero interpretar personagens chamados Michael”

Wagner Moura é o destaque desta edição do Frases da Semana.
Wagner Moura é o destaque desta edição do Frases da Semana. (Foto: Montagem sobre foto de EFE/Isaac Fontana)

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“Tenho sido atacada de forma desonesta por pessoas que pegaram um vídeo meu do começo de 2025 para tentar relacionar com fatos ocorridos agora” – Gabriela Prioli, influenciadora digital, sobre vídeos em que defendeu o Banco Master, resgatados por internautas. Ao contrário de certos influenciadores, a internet não esquece, não perdoa – e nunca assina termo de confidencialidade.

“Xandão não é coveiro, só pra reativar a memória deles” – Kátia Abreu, senadora (Progressistas-TO), sobre reclamações de Carlos Bolsonaro após queda do pai na prisão. O sujeito já é juiz, vítima, promotor, carrasco e marido da maior advogada do Brasil. Realmente, não sobra tempo pra ser coveiro.

“É inútil” – Elon Musk, prevendo que, em três anos, robôs autônomos farão cirurgias em larga escala, tornando o diploma de medicina obsoleto. Eis a vantagem de ser médico do SUS: ainda não conseguiram programar um robô para bater o ponto no hospital e sair correndo pra praia.

“Eu tive mais votos que o Lula” – Alberto “Cowboy”, sobre sua participação no BBB. Por telefone é fácil... quero ver ganhar do Painho em uma eleição organizada pelo TSE.

“Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país” – Fernando Haddad, ministro da Fazenda, sobre o Banco Master. O problema não seria estar diante da maior fraude bancária – seria estar por trás dela.

“Quanto mais eu mamar, menos sobra para a militância e o aborto” – Renato 38tão, influenciador libertário, sobre continuar funcionário público após supostamente ter ficado multimilionário investindo em criptomoedas. Saudades do aspone raiz que mamava calado, de cabeça baixa, sem fingir que era um dever cívico.

“Um bando de esquisitões e incels dos EUA está atacando a atriz brasileira Bruna Marquezine por acharem que ela é trans” – Érika Hilton, membro da Câmara dos Deputados (PSOL-SP). Erika Hilton como fiscal de esquisitice é a Gestapo que o Brasil precisava. E merece.

“Hoje já fiz o que tinha que fazer” – Alexandre de Moraes, marido da advogada mais bem paga do país e ministro do Supremo (STF-SP), em palestra após enviar Jair Bolsonaro para a Papudinha. Ok. Mas, só por via das dúvidas, dá uma ligadinha pra saber se o Vorcaro não precisa de mais nada antes de fechar o dia.

Armazém de Secos e Molhados

“Ao contrário dos influenciadores da internet, jornalistas trabalham com um sistema de regras, com revisão e checagem” – Thaís Oyama, jornalista. Exato, e o rigor da checagem é importante para garantir que não errem sozinhos, mas com o aval da instituição.

“Assim como o tetra de 1994 favoreceu FHC, cinema pode melhorar o humor nacional em 2026 para Lula” – Eliane Cantanhêde, comentarista política. Pão e Circo: Entenda como isso pode ser bom.

“Se quebrarem ilegalmente o sigilo fiscal de ministros do STF, o bicho vai pegar” – Reinaldo Azevedo, jornalista petralha. Quem disse que o jornalismo investigativo morreu? Ele só virou a casaca e hoje investiga quem incomoda os poderosos.

“A relação acabou. Não me senti mais confortável em fazer o programa” – Juca Kfouri, comentarista esportivo, sobre episódio em que foi acusado de machismo por colega de bancada. Calma, Juca, lacre trocado não dói.

A Turma da Cultura

“Atenção! Este documentário contém cenas de atentados à democracia” – Supremo Tribunal Federal ao lançar documentário sobre o 8 de janeiro. É sobre o 8 de janeiro, mas poderia ser um dia qualquer nos bastidores do STF.

“Eu quero fazer os mesmos personagens que atores brancos americanos. Quero interpretar personagens chamados Michael que falam da forma como eu falo” – Wagner Moura, ator, sobre planos para carreira nos EUA. Vai ficar ótimo, principalmente se o filme for dublado.

“Tivemos um presidente da extrema-direita fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura” – Wagner Moura, sobre a importância de sempre fazer filmes sobre a ditadura. Curioso como os ecos da ditadura gritam, mas os da corrupção nem cochicham.

“Funk e hip-hop não são cultura” – Barbara Gancia, colunista da Folha de S.Paulo. Se deixarem um pote de iogurte aberto fora da geladeira por dois dias, ele desenvolve mais cultura do que todo o funk produzido até hoje.

“Criminalização do funk não tem a ver com as letras, mas com o racismo” – Fernanda Abreu, cantora. Com essa profundidade intelectual, fica fácil entender por que as letras raramente focam no cérebro das novinhas.

Plantão Internacional

“Esta é a Grã-Colômbia, um projeto de Bolívar, que proponho um plebiscito para que seja reconstruída” – Gustavo Petro, presidente da Colômbia, apresentando projeto de supernação que incluiria partes do Norte do Brasil. Deveria se chamar Narcolômbia – uma mistura de Nárnia com Colômbia, só para deixar claro. Onde o pó de pirlimpimpim foi substituído por outro bem mais rentável.

“A minha própria moralidade é a única coisa que pode me deter” – Donald Trump, sobre os limites de sua autoridade. Me lembrou do Nelson Ned reclamando que não encontrava uma mulher à altura dele.

“Trump quer intervir no Irã, mas o Irã não é a Venezuela” – Walter Maierovitch, jurista. Eu poderia jurar que era. Mas daí descobri que estava lendo o mapa do IBGE de cabeça para baixo.

“O crime organizado não pode ser tratado como terrorismo, porque o terrorismo está diretamente ligado a ações contra o governo” – Cláudia Sheinbaum, presidente marxista do México. E, como sabemos, na América Latina atual o crime organizado tende a ser pró-governo.

“Roubei mais de 100 bancos e não tenho onde morar” – Pedro Rocha Filho, assaltante que lança biografia esse ano. Prova cabal de que, no Brasil, o crime só compensa se for amparado pela Lei.

“Lei Rouanet: cada R$ 1 investido gera R$ 7,59 na economia” – estudo da FGV. Parece que descobrimos o segredo do dinheiro infinito – mas só para artista amigo.

“Basicamente o exército deles consiste de dois trenós puxados por cães” – Donald Trump, sobre a capacidade da Groenlândia em se defender contra uma invasão. É rudimentar, admite-se. Mas, ao menos, os cães teriam a vergonha na cara de não sair de suas bases só para prender velhinha na porta do quartel.

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