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O movimento abortista recorre a eufemismos e truques de linguagem para escapar da verdade: aborto é assassinato de uma vida humana.
O movimento abortista recorre a eufemismos e truques de linguagem para escapar da verdade: aborto é assassinato de uma vida humana.| Foto: Bigstock

Você já perguntou a um abortista “o que é um aborto?”. Se não, tente. Eles jamais lhe darão uma resposta direta. Eis o porquê.

O movimento pró-aborto se esconde por trás de eufemismos e desinformações. Jessica Valenti, uma conhecida escritora feminista, recentemente escreveu um ensaio para o jornal New York Times dizendo que “a principal estratégia política dos inimigos do aborto é dizer que o aborto é algo brutal e perigoso, um mito difícil de se perpetuar quando as pessoas têm acesso fácil à medicina para pôr um fim à gestação na segurança de seus lares”. Isso é uma distorção dos argumentos pró-vida.

Os abortistas sempre promoveram mentiras e distorções, ao mesmo tempo em que se recusaram a aceitar os avanços médicos e científicos das últimas décadas. Só por isso é que o movimento pró-aborto sobrevive. O movimento todo se apoia na incapacidade de lidar com a realidade do aborto pelo que ele é. Isso acontece porque o reconhecimento da verdade sobre o aborto — a de que ele é um procedimento que violentamente põe fim à vida de um ser humano – seria o fim do movimento. Você percebe isso na histeria dos abortistas quando do anúncio de que a Suprema Corte aceitaria ouvir um caso quanto à permissibilidade das regulamentações do aborto no Mississippi. Os abortistas sentem que o edifício de mentiras que eles ergueram ao longo dos anos — com a ajuda da Suprema Corte — corre o risco de vir abaixo.

Vamos falar a verdade: o aborto é perigoso, brutal e prejudicial à mulher. Mas a principal vítima do aborto não é a mulher; é o bebê. Uma mulher pode se submeter ao aborto sem danos físicos aparentes, mas uma vida humana inocente sempre acaba violentamente assassinada. Durante o aborto, antes os bebês eram queimados vivos com uma solução salina. Hoje em geral eles são retalhados vivos pelos instrumentos do cirurgião ou expelidos numa bola de sangue graças a remédios “seguros e eficientes”. É isso o que “pôr fim à gestação” realmente significa. Negar isso é negar a realidade.

A realidade injusta, bárbara e sanguinolenta do aborto — realidade, e não mitos — me leva e leva milhões de norte-americanos a se oporem a ele. Desde 1973, quando a Suprema Corte passou a proteger juridicamente o aborto, 62 milhões de bebês foram assassinados. Nenhuma sociedade civilizada deveria tolerar o assassinato indiscriminado e medicamente sancionado.

Mas Valenti e outros defensores do aborto simplesmente se recusam a reconhecer a realidade médica do aborto ou o caráter humano do feto desde a concepção. Inevitavelmente eles recorrem a mentiras para dizer quando a vida do feto pode ser considerada um ser humano. Para que servem os “direitos humanos” se eles não servem para o tempo anterior ao nascimento, embora se tornem absolutamente invioláveis depois que um humano passa pelo canal vaginal!

Fetos são biologicamente humanos, mas o movimento pró-aborto jamais admitirá isso. Sabemos que é possível ouvir as batidas do coração do feto já na sexta semana. Ecogramas mostram dedinhos que se contraem e bocejos na 12ª semana. E cada vez mais os médicos são capazes de salvar bebês prematuros nos primeiros estágios da gestação, o que contribui para diminuir a quantidade de gestações realmente “inviáveis”.

Para esconder sua falha lógica, os militantes abortistas recorrem a neologismos e trocadilhos bizarros. O movimento pró-aborto de hoje em dia deixou em usar eufemismos como “um amontoado de células” para descrever um bebê. Mas o eufemismo foi simplesmente substituído por outros. A própria Valenti usa palavras como “embrião” e até “gestação” para se referir ao feto vivo e em desenvolvimento no útero.

Esse hábito de recorrer a descrições desumanizantes para se referir ao feto pode chegar a absurdos. A Associação norte-americana de Obstetrícia e Ginecologia, em seu ataque à validade das leis do coraçãozinho criadas para proteger os bebês, chega a dizer que “o que é interpretado como as batidas do coração nessas leis é algo criado por meio de estímulos elétricos na porção de tecido fetal que se tornará o coração quando o embrião se desenvolver”. Se houvesse um prêmio por ginástica verbal, os abortistas ganhariam medalha de ouro. Mas não há malabarismo linguístico capaz de mudar o fato de que o aborto mata uma vida.

Ainda que o maior mal do aborto seja o assassinato intencional de uma vida humana inocente, não podemos ignorar o fato de que o aborto afeta negativamente mulheres e mães, tanto emocional quanto fisicamente. E eu seria relapsa se não chamasse atenção para o fato de que as organizações pró-vida em geral são as únicas a cuidarem das mulheres que pagam o alto preço emocional e físico de um aborto.

Ao contrário da indústria do aborto, que usa a telemedicina para enviar remédios abortivos para as mulheres pelo correio, as organizações pró-vida oferecem tratamentos por meio de consultas presenciais ou conversas ao telefone. O que a indústria do aborto não entende é que a maioria das mulheres não querem a “solução rápida” de um aborto; em nossas clínicas, descobrimos que 75% das gestantes que buscam aborto dizem que levariam a gravidez adiante em outras circunstâncias. As mulheres querem alternativas, não abortos.

Damos ouvidos às mulheres e lhes damos também acesso a vários tratamentos e opções que correspondem ao que elas de fato desejam fazer de suas vidas e da vida de seus filhos. Esse tipo de cuidado não é típico de mulheres controladoras, como diz Valenti. Ao contrário, estamos empoderando as mulheres com os recursos de que elas precisam para tomarem suas próprias decisões. As feministas costumavam defender o empoderamento das mulheres também. Mas isso foi antes de a lucrativa indústria do aborto começar a doar dinheiro para o movimento feminista, acho.

Chelsey Youman é diretora nacional de políticas públicas da Human Coalition, uma das maiores organizações pró-vida dos Estados Unidos.

© 2021 National Review. Publicado com permissão. Original em inglês
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