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Osmar Kassuia, diretor da Terrasse: construtora está mantendo os investimentos  programados. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Osmar Kassuia, diretor da Terrasse: construtora está mantendo os investimentos programados.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

A confiança na melhora da economia e a constante queda do estoque em oferta em Curitiba têm incentivado algumas construtoras a investir em um novo ciclo de lançamentos. Vislumbrando uma retomada do mercado, o objetivo dessas empresas é garantir a oferta de produtos, antecipando-se a este cenário.

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Só a MRV Engenharia tem oito lançamentos previstos para até o final deste ano em todo o Paraná. Para isso, a empresa irá investir em torno de R$ 600 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) e ofertar cerca de três mil unidades em cidades como Maringá e Londrina, além da Grande Curitiba.

Na capital, serão dois novos empreendimentos: Parque Capricci, no Abranches, e Parque Castellammare, no Pinheirinho.

Plaenge recém-lançou o Lumiére no Boa Vista.
Terrasse Voyant foi lançado no bairro Ahú.

Marcelo Alves, gestor executivo de vendas da MRV, conta que este será o maior período de lançamentos da empresa em número de unidades no estado, o que responde ao projeto de ampliar a representatividade do Paraná em termos de negócios.

“Acreditamos que já há sinais para uma melhora da economia. Sentimos uma confiança do público em relação à compra e sabemos que a demanda do primeiro imóvel existe”, completa.

Residencial e comercial

Com cinco lançamentos previstos até o final do primeiro semestre de 2017, a Terrasse Engenharia e Construções irá ofertar R$ 170 milhões em VGV e construir cerca de 45 mil m² em Curitiba.

Além do recém-lançado Terrasse Voyant, no Ahú, a empresa irá apresentar ao mercado outros dois empreendimentos residenciais (no Vila Izabel e no Juvevê), um comercial (no Ecoville) e um de uso misto (no Água Verde). Os residenciais Terrasse Chanson e Terrasse Montresor devem ter suas vendas abertas ainda em 2016 e irão oferecer apartamentos de dois e três dormitórios.

O diretor da empresa, Osmar Nobolu Kassuia, conta que a Terrasse tem um planejamento plurianual, de no mínimo cinco anos, e está mantendo os investimentos programados, esperando que o ciclo de recessão e incertezas seja substituído por um de recuperação econômica nos próximos anos. “Compartilhamos a expectativa de que esta recuperação venha a se efetivar a partir de 2017, consolidando-se nos anos seguintes”, acrescenta.

Renovação

Outra empresa que tem na oferta de novos empreendimentos uma aposta para os próximos meses é a Plaenge. A construtora, que recém-lançou o Lumiére Condominium (com 88 unidades e VGV de R$ 60 milhões, no Boa Vista), prepara para o final deste ano ou início de 2017 mais dois lançamentos, com VGV estimado em R$ 125 milhões.

O primeiro deles, já com projeto aprovado, será construído no Ecoville e irá contemplar 112 apartamentos de 110 m² privativos. O segundo lançamento está previsto para a região do Ahú e terá 29 apartamentos de 160 m² de área privativa.

“Estamos dando sequência ao ciclo de renovação dos produtos, uma vez que não temos estoque de imóveis prontos. A questão macro do país ainda é um empecilho, mas os dados pararam de piorar e a tendência é a de que a economia volte a ganhar ritmo e força. Por isso estamos preparando nossa carteira”, completa Luiz Gustavo Salvático, gerente regional da Plaenge.

Geração de empregos

A oferta de novos lançamentos imobiliários deve ter reflexos, também, sobre a geração de empregos diretos e indiretos pelo setor da construção civil. Só a MRV Engenharia, por exemplo, contratou 60 pessoas por mês, em média, durante o primeiro semestre de 2016. Para o segundo semestre, a previsão é a de que a geração de empregos continue na mesma “velocidade”. Marcelo Alves, gestor executivo de vendas da MRV, conta que também está previsto o aumento do número de vagas na área comercial da empresa, envolvendo gerentes e corretores. “Em Curitiba, o planejamento é chegar a 240 corretores. Para o Norte do Paraná, estamos projetando [o cadastro de] mais cem profissionais”, acrescenta.

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