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Mercado

Clientela fiel sustenta a procura por sobrados

Boom dos apartamentos teve reflexo sutil no segmento, mas a demanda constante traz boas expectativas para as construtoras especializadas

  • Sharon Abdalla
Paulo Sen Lee, diretor-proprietário da Endepro Engenharia: sobrados custam 30% menos do que os aparta­mentos |
Paulo Sen Lee, diretor-proprietário da Endepro Engenharia: sobrados custam 30% menos do que os aparta­mentos
 
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A expansão imobiliária dos últimos anos direcionou o foco do mercado para os apartamentos e fez com que os sobrados, queridinhos dos curitibanos, ficassem fora dos holofotes. Mas, ao contrário do que pode parecer, as residências de dois e três pavimentos continuaram a ter o seu público cativo, garantem as construtoras especializadas no segmento. Segundo os empresários, o cenário para o setor é de otimismo, resultado da estabilidade que se desenha para o mercado imobiliário.

A chegada de grandes construtoras de São Paulo provocou uma mudança no perfil imobiliário de Curitiba. A inserção do conceito dos condomínios clube, por exemplo, alterou as expectativas do consumidor em relação aos empreendimentos, fato sentido pelas empresas que trabalham com a construção de sobrados. “Alguns clientes acreditaram nessa nova proposta de área comum, com espaço gourmet e lazer – diferente do que existia em Curitiba –, e acabaram comprando por impulso”, diz Paulo Sen Lee, diretor-proprietário da Endepro Engenharia, especializada na construção de sobrados.

O grande número de lançamentos também alavancou o preço dos terrenos, fazendo com que algumas construtoras, antes dedicadas exclusivamente aos sobrados, diversificassem sua carteira e começassem a construir prédios. “Cerca de 30% dos nossos clientes migraram para a construção mista e passaram a fazer apartamentos”, conta Silderley Luz, gerente geral de vendas da JBA Imóveis, uma das empresas que mais vende sobrados na capital.

Dalton Mendes, engenheiro civil da KS Construtora Galvan, que trabalha com a construção de sobrados e de obras públicas, conta que a empresa chegou a retrair os lançamentos, pois o investimento na compra de alguns terrenos não compensava. “Vale ressaltar que o reflexo dessas mudanças existiu, mas foi sutil. O mercado de sobrados se manteve aquecido, pois os clientes do setor continuaram a existir”, afirma.

Demanda constante

O gerente geral da JBA também afirma que a venda de sobrados mantém um bom fluxo, apesar da leve redução no comparativo com o ano passado. Segundo Luz, as perspectivas para o segundo semestre são boas – a JBA está com 50 novos lançamentos na carteira –, tanto que alguns dos construtores que migraram estão voltando a se dedicar exclusivamente aos sobrados.

Esse fato é influenciado pela acomodação dos preços dos terrenos, sinaliza Júnior Cristiano da Silva, sócio-diretor da Junicos Construtora, especializada em sobrados, e pela taxa de comercialização das unidades. Na Endepro, 50% dos sobrados são vendidos na planta. “As pessoas não estão mais iludidas com apartamentos minúsculos, nos quais dividem raias de piscina com os vizinhos. Elas voltaram os olhos novamente para os sobrados, inclusive porque custam cerca de 30% menos do que os apartamentos”, diz Lee.

Na Junicos, a aposta é na construção de sobrados menores, com metragens entre 80 m² e 100 m² e valores na faixa dos R$ 250 mil. Silva conta que há dois anos percebeu a carência na oferta deste padrão, e tem quatro projetos em fase de aprovação para 2014. “O mercado de sobrados tem demanda. Basta trabalhar com qualidade e cumprir os prazos com o cliente”, afirma.

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