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Compactos

Investidores preferem unidades menores

Maior liquidez de apartamentos de um quarto e estúdios está atraindo pessoas interessadas em comprar para alugar

Obra do Life Space, adquirido por Alexandro Kurovski: aluguel vai cobrir o financiamento | Divulgação
Obra do Life Space, adquirido por Alexandro Kurovski: aluguel vai cobrir o financiamento (Foto: Divulgação)

Preço mais baixo para comprar, promessa de facilidade para vender e alugar estão entre os motivos que levam os investidores a procurarem, majoritariamente, os imóveis compactos, que são os apartamentos de um quarto ou estúdios (as antigas kitinetes). A oferta desse produto dobrou entre 2003 e 2011 e 50% da procura é feita por quem compra para lucrar, de acordo com pesquisa da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná.

Esse tipo de imóvel costuma ser a porta de entrada dos investidores no mercado imobiliário. "Os compactos sempre estiveram na carteira dos investidores, mas vemos um movimento crescente de pessoas que estão comprando o primeiro imóvel e preferem as unidades menores", comenta Eduardo Quiza, diretor de incorporações da Invespark. De acordo com ele, os compactos são baratos na hora da aquisição, o que significa um investimento menor. Além disso, imóveis menores têm maior chance de serem ocupados por um inquilino depois de pronto. "Se o interesse é deixar o imóvel à disposição para aluguel, essa é a melhor escolha", completa.

Mais que manter alugado – e, portanto, sem despesas –, quem investe em um compacto adquire uma boa moeda de troca em investimentos futuros. É isso que argumenta Vilson Leal, corretor de imóveis da Investbens. "Pela experiência no mercado, vemos que os apartamentos menores são significativamente mais fáceis de serem negociados", indica. Se o compacto for o primeiro investimento, a indicação para comprá-lo é ainda maior. "O compacto é sempre bem visto em uma nova negociação, isso facilita o negócio do pequeno investidor", ressalta.

Os números mostram que a procura maior influencia os produtos oferecidos pelas construtoras e incorporadoras. Se, em 2003, eram 133 unidades desse tipo disponibilizadas em lançamentos verticais, em 2011 essa oferta passou para 1.712 unidades. A região de Curitiba que concentra esse tipo de imóvel são os bairros centrais e os corretores indicam que é nestes locais é possível garantir a valorização. "Nos bairros mais distantes, ainda não sabemos como o mercado reage a esse tipo de produto", comenta Leal, endossando que é mais seguro investir no Cen­­tro e bairros adjacentes.

Infra-estrutura

O centro da cidade é o ponto que concentra mais unidades de um quarto e studios porque oferece maior infra-estrutura. "Comércio e serviços estão próximos e o público que vive nesse tipo de imóvel geralmente vive sozinho, ou sem carro, por isso preferem a facilidade para acessar os locais", indica Vilson. "O equipamento urbano chama a atenção dos inquilinos", diz Quiza, da Invespark.

Para Leal, a onda de lançamentos de compactos no centro só foi possível com a chegada de grandes construtoras em Curitiba. "Tí­­nhamos muitos terrenos disponíveis, mas só as empresas maiores puderam explorar esse nicho. Elas têm mais capital para aquesições", diz. "O imóvel compacto é sempre mais fácil de vender e é mais seguro, tanto para construtoras, quanto para os investidores que vão alugar ou vender", completa.

Novo público

Além dos investidores tradicionais, as unidades compactas estão começando a chamar atenção de outro tipo de público. Jovens, que antes pagavam aluguel, agora podem assumir um financiamento, devido à facilidade de financiamento e acesso ao crédito. "Quem antes só via a locação como solução já está pensando que a compra é viável. Estudantes, jovens que acabaram de sair de casa, executivos que estão de passagem pela cidade e até mesmo o pessoal mais velho, que vai morar sozinho, estão vendo os compactos como uma boa opção. A ampliação do público anima as construtoras", comenta Quiza.

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