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Decoração

Leveza e praticidade para vestir as janelas

O tempo dos tecidos pesados, com franjinhas e babados já passou. As cortinas de hoje estão mais leves, com panos lisos, de traços e pregas retas, e detalhes como xales transparentes e pingentes de cristal

Transparências e pregas simples em projeto da arquiteta Elaine Zanon | Deborah Rocha/Divulgação
Transparências e pregas simples em projeto da arquiteta Elaine Zanon (Foto: Deborah Rocha/Divulgação)
Persiana Duette da Luxaflex com tecnologia

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Persiana Duette da Luxaflex com tecnologia

Persianas com lâminas largas de madeira se mantêm na moda |

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Persianas com lâminas largas de madeira se mantêm na moda

Persianas em rolo, bastante utilizadas nas residências |

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Persianas em rolo, bastante utilizadas nas residências

A praticidade do trilho de alumínio |

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A praticidade do trilho de alumínio

Pregas simples em peças cromadas |

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Pregas simples em peças cromadas

A mistura de persianas high tech com xales leves e retos ou mesmo uma única peça sóbria, de tecido leve como o linho, que cobre a janela de ponta a ponta são as principais tendências em cortinas. Bandôs grandes com tecidos pesados, cores vivas e babados são uma visão do passado.

Os varões continuam a ser usados como estrutura das cortinas, principalmente em composições delicadas e leves como as para quarto de bebê, usados com ilhoses cromados, mas o trilho mais indicado é aquele de alumínio branco em que o pano é movimentado por meio de cordas e não com as mãos, que costumam manchar e contribuir para irregularidades nas tramas dos tecidos. Bandôs estreitos, para ambientes que não tenham sanca de gesso ou nenhum acabamento que oculte o trilho da cortina, também são indicados.

Entre os tecidos mais usados, dos mais baratos aos mais caros, está o clássico voile (não só branco, mas em tons menos tradicionais como o preto e o fendi), o algodão (que além de ser barato traz também a questão da sustentabilidade e do natural, principalmente quando usado em tom cru), a organza, o linho (de preferência o sintético que é fácil de lavar e não amassa) e a seda. Cores sóbrias e lisas são as mais indicadas. "Mas com o auxílio da transparência de tecidos como a organza é possível apostar em composições mais fortes, com a cor vinho, por exemplo", diz a designer de interiores da loja de tecidos Casa Nova, Cláudia Pudeulko Marcondes.

Nas estampas, os florais e as listras continuam em alta, aplicados muitas vezes junto às transparências. Cláudia indica ainda algumas tendências bem pontuais que devem aparecer no ano que vem, como o retorno dos tons queimados, como o amarelo, o uso dos vivos e delicados saris – vestimentas típicas que a mulher indiana usa – nos revestimentos em geral e a volta de estampas miúdas (essas já presentes em roupas primavera-verão deste ano). "O preto-e-branco também deve se manter com uma linguagem própria, com estampas e formas que retratam acontecimentos da realidade", complementa a designer mostrando um tecido com desenhos que retratam uma favela brasileira.

Tendências à parte, as opções de cortina estão cada vez mais diversificadas e personalizadas. O que é preciso ter em mente, porém, são suas funções. A cortina precisa ser capaz de proteger o ambiente da incidência dos raios solares (o que pode variar de janela para janela da casa), ao mesmo tempo que não barra totalmente a entrada de luz. "Por isso a escolha de modelos fáceis de abrir e fechar ou mesmo com uma certa transparência, que permitam essa conexão interno-externo, é importante", lembra a arquiteta Elaine Zanon.

Persianas high tech

Há uma diversidade de marcas de persianas no mercado, das mais simples de alumínio as mais sofisticadas, com tecidos que filtram a luz solar e reduzem a transferência de calor de fora para dentro das residências. Tal proteção é cada vez mais exigida na construção de prédios e casas atuais, que exploram o pé-direito alto e sua cobertura com peles de vidro. Nesse caso, além de escolher os tipos certos de esquadria e vidro, é preciso também olhar com atenção para as persianas e, de preferência, antes de se chegar ao fim da obra, já que as peças de alto padrão tendem a custar caro. Algumas marcas chegam a dar cinco anos de garantia e oferecem detalhes como o "banho de prata", aplicado no lado da cortina que ficará para fora e que ajuda a repelir o calor, sem prejudicar a passagem de luz. "Em prédios comerciais é possível fazer o cálculo de quanto o uso de persianas como essas poderão reduzir os custos com o ar-condicionado", explica Cristiane Buffa, da loja de persianas, cortinas e motorização Inovatis.

O modelo rolô com tecido térmico é um dos mais usados em residências, por ser prático e funcional (sobe até o teto deixando a janela totalmente livre, quando necessário) e é de fácil manutenção. "Persianas nesse modelo são ideais também para a cozinha por serem fáceis de limpar e manusear. As de alumínio, apesar de mais baratas, exigem que a pessoa limpe lâmina por lâmina, o que acaba, com o tempo, entortando o material e danificando o produto", diz a arquiteta Ana Letícia Virmond. Modelos rolô de tecido térmico têm preço de R$ 180 a R$ 500 o metro quadrado. Para ambientes como a salinha de televisão ou mesmo de home theater, o ideal é ter um rolô do tipo blackout, que possa ser acionado somente na hora do filme. "Ao contrário do que muitos clientes pensam, nós podemos cobrir grandes distâncias com esse modelo de persiana, cerca de 47 metros quadrados, e de forma manual, sem precisar ser motorizada", explica Cristiane.

Formatos diferentes de janelas e mesmo cobertura para teto de vidro não são obstáculos. "Até mesmo trilhos em curva são possíveis", reforça Cristiane. As persianas romanas (que sobem em camadas), sanfonadas, plissadas e as de madeira (com lâminas largas) também continuam em alta, assim como os últimos lançamentos que usam transparências.

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