No Paraná, as madeiras de demolição mais encontradas são a peroba- rosa (que vem de casas da região norte), o pinheiro de araucária (mais comum na capital e mais frágil que a peroba) e a imbuia (presente em muitos detalhes da decoração antiga, como forros, assoalhos, entre outros). Em Curitiba, o preço das peças varia em cada demolidora. Para os móveis não há valor médio, o preço é decidido pelo estado de conservação, tipo de madeira e tamanho.
Na Demolidora & Mercado Brasil, o preço de um guarda-louças antigo é de cerca de R$ 200, já o valor das tábuas é calculado por metro cúbico. "A peroba-rosa e imbuia vendo a R$ 1,2 mil o metro cúbico. Já o pinheiro é mais barato: R$ 400", diz o proprietário da empresa Antônio César Pisa.
Na demolidora Abace, o preço é por peça. As tábuas de pinheiro saem por no mínimo R$ 10 a peça, e as de peroba, R$ 15. As tábuas que chegam lá são mais largas que as compradas hoje nas lojas de materiais de construção, com 25 a 35 centímetros de largura e 2,8 a 3,5 metros de comprimento. A vendedora da empresa, Marilda Nicélia dos Santos de Oliveira, diz que seus principais clientes são arquitetos e marceneiros. "Eles chegam com o projeto pronto só para procurar a madeira certa", diz.
Quando a opção é por comprar móveis fabricados com madeira de demolição em lojas, o preço pode ser um pouco salgado. "O valor leva em conta o trabalho de marcenaria envolvido. Além de saber tratar a madeira de forma correta, o profissional tem de trabalhar cada peça isoladamente, isso porque as tábuas de demolição não vêm cortadas e lixadas em um padrão como as de madeira nova", explica o marceneiro da Karen Nóbile, Juarez Nunes Ferreira.



