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Procurar um imóvel no Novo Mundo pode ser uma experiência frustrante. Com preços mais baixos que os de bairros próximos, a região tem demanda sempre maior que a oferta. O fácil acesso ao Centro, além da boa infra-estrutura de comércio e serviços, são pontos positivos lembrados por quem escolheu o bairro para morar ou trabalhar.

O diretor-presidente da Gonzaga Imóveis, Roberto Gonzaga, afirma que o fato de o Novo Mundo praticamente ter vida própria valoriza o bairro. Segundo ele, outra vantagem é a oferta de imóveis usados ser superior, proporcionalmente, à dos bairros vizinhos. "O preço de uma casa semi-nova, com seis a oito anos, é muito atrativo. A diferença chega a 40% em relação ao imóvel novo", explica o executivo.

Mas o difícil é encontrar uma pechincha dessas disponível. "A oferta de residências, principalmente casas, praticamente não existe", diz o corretor Haroldo Portugal. Na sua opinião, isso se deve ao alto nível de satisfação dos moradores. "Quem está lá não quer sair. Casas, se eu tivesse alugaria uma por dia", garante.

Opinião compartilhada pelo gerente comercial da Maico Imóveis, Marcos Cesar da Silva. Ele diz que empreendimentos recentes – como shoppings e lojas de grandes redes de hipermercados – ajudaram a valorizar a região. "Na locação, o Novo Mundo está muito forte no comercial", diz. Os valores, segundo ele, ficam entre R$ 10 e R$ 15 o metro quadrado para imóveis antigos.

Para venda, o mercado do bairro está aquecido. Segundo Silva, os imóveis de médio padrão são negociados entre R$ 650 e R$ 750. Lotes também têm boa procura: o entrave fica por conta da pouca oferta. "São áreas de proprietários muito antigos. Tenho um terreno do lado da imobiliária, com uma construção ótima, que está parado. O dono não quer vender nem alugar."

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