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Automatização

Tecnologia para empreendimentos de médio padrão

Empresa lança pacotes de soluções em automação residencial que se encaixam em imóveis a partir de R$ 300 mil e se aproxima do mercado paranaense

Banheira Smarthydro, do designer Guto Índio da Costa, avisa quando o banho está preparado. Preço: a partir de R$ 34 mil | Divulgação
Banheira Smarthydro, do designer Guto Índio da Costa, avisa quando o banho está preparado. Preço: a partir de R$ 34 mil (Foto: Divulgação)
O misturador eletrônico prepara o banho na temperatura programada |

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O misturador eletrônico prepara o banho na temperatura programada

São Paulo - Abrir a porta, acender as luzes e abrir as persianas com apenas um dedo, acionar o sistema de alarmes e até preparar um banho antes de chegar em casa. Os itens de conforto oferecidos nas chamadas "casas do futuro", que antes eram restritos apenas aos imóveis de altíssimo padrão, parecem estar se aproximando de empreendimentos de médio porte.

A IHouse, empresa paulista especializada em automação residencial, está colocando no mercado pacotes menos complexos dos sistema de automação que desenvolveu ao longo de nove anos de mercado.

A empresa investiu cerca de R$ 30 milhões para desenvolver a linha que engloba automação para áreas comuns, garagem e portões e principalmente para a área interna, controle de luzes, climatização, portas com controle de acesso biométrico (impressões digitais) e misturador de água. "A venda desse produto sempre esteve ligada a imóveis com custo final de R$ 2 milhões ou mais. Mas reconhecemos que a tecnologia atraí um número grande de usuários", diz Leonardo Senna, fundador e diretor da empresa.

Para abranger também clientes de médio padrão, a empresa está lançando este ano pacotes de automação "básicos" que custam a partir de R$ 6 mil por unidade residencial. "Em três anos entregamos 500 imóveis de alto padrão com o nosso sistema custando de R$ 60 a R$ 100 mil por unidade. Ainda não temos estimativa, mas o número deve aumentar muito com o preço caindo em 90%", contabiliza Senna.

Segundo a gerente comercial da IHouse, Ana Paula Machado, os itens básicos que entram em um pa­­cote são a automação de um am­­biente (dimerização de luz e controle eletrônico de persianas) e a biometria da porta principal. "Cada construtora pode definir os itens que gostaria de incluir de acordo com o perfil e o preço do empreendimento", analisa Ana Paula.

Outro objetivo da indústria é chegar em mercados até hoje não explorados, como o Paraná, por exemplo. "Curitiba é um mercado prioritário para nós. Estamos em contato com algumas construtoras e esperamos que ainda este ano haja lançamentos que tenham os produtos da IHouse", afirma a gerente comercial.

Entre as empresas consultadas está a Hugo Peretti e a J.A. Baggio. Alceu Bueno Junior, gerente de marketing da J.A. Baggio, explica que a construtora, que trabalha somente com residencias a partir de 200 metros quadrados, estuda lançar pacotes personalizados. "A ideia é ter, a partir de setembro, a opção para o cliente escolher um pacote de automação. Nosso principal receio era oferecer um sistema que não tivesse assistência técnica. Se houver garantia dessa condição, certamente será um bom argumento na hora de fechar um negócio", diz.

No caso da Hugo Peretti, é possível que algumas soluções de automação sejam incluídas no projeto do Porto Bellagio, no Juvevê. "O edifício está em fase de fundação e estamos estudando a viabilidade. Talvez ofereçamos a infraestrutura para que o morador decida se quer ou não comprar os equipamentos de automação", comenta Hugo Peretti Neto, diretor geral da construtora.

A escolha do empreendimento se deu por conta do projeto que prevê apartamentos modernos que se encaixariam com automação.

"Acredito que o perfil do usuário de automação é o jovem que tem dinheiro para investir em tecnologia. Mas para as construtoras é mais difícil colocar em todas as unidades. É um produto de valor muito alto. Mas certamente para atrair esse público mais exigente a tecnologia agregada é um argumento de venda", avalia.

Investimento sustentável

Diante da tecnologia apresentada pelos produtos de automação é difícil não ficar a pergunta sobre o desperdício de água e o consumo elevado de energia. Dois dos principais produtos da IHouse têm a capacidade de preparar banhos antes mesmo de o morador chegar em casa, basta "acessar" a residência pela internet no celular.

A banheira Smarhydro, com de­­sign assinado por Guto Índio da Cos­ta, literalmente fala com o usuário avisando quando o banho está preparado, na temperatura prevista e com a essência de banho na medida certa. "A questão ambiental sempre foi uma preocupação recorrente na empresa e sentimos que isso ganhou uma dimensão maior entre os clientes também", diz Leonardo Senna.

Na versão 2009 da linha, os produtos vêm com um sistema de monitoramento do consumo de água e energia elétrica convertido em gastos reais. "Se o banho exceder a quantidade de litros programada pelo sistema há um aviso de que houve desperdício de água", diz o executivo. O usuário pode ainda obter gráficos com o consumo de energia, das lâmpadas e ar-condicionado, por exemplo, separado por ambiente.

* A repórter viajou à convite da IHouse

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