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IDENTIDADE CULTURAL 

A poesia de bigode

Escola de Pinhais utiliza matéria sobre Paulo Leminski para trabalhar a importância da cultura local na formação de uma comunidade

  • Pinhais
  • Instituto GRPCOM
Após a leitura e discussão de poemas, os alunos expressaram seus significados com ilustrações |
Após a leitura e discussão de poemas, os alunos expressaram seus significados com ilustrações
 
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Um dos mais reconhecidos artistas paranaenses da história nasceu em Curitiba, ostentava um majestoso bigode e foi professor de história e redação em cursinhos pré-vestibulares da capital. Paulo Leminski transitou por diversas linguagens artísticas e, sem dúvidas, é um dos mais influentes de sua geração. 

O Polaco, como era conhecido, desenvolveu uma estética peculiar na escrita de seus poemas, geralmente utilizando-se de textos curtos, ditos populares e haicais; foi diretor de criação e redator publicitário; tradutor (falava seis línguas); compôs inúmeras canções com parceiros importantes da música popular brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa; escreveu livros infantis e foi até mestre de Judô. 

Seu apelido e sua fama o levaram a receber uma exposição em sua homenagem na Polônia, divulgada pelo blog do Reinaldo Bessa, na Gazeta do Povo. O texto chamou a atenção da professora Larissa Fontana, da Escola Municipal 31 de Março, localizada em Pinhais. Larissa queria trabalhar a importância da cultura local na formação de uma comunidade, bem como a riqueza cultural existente no Brasil. Após ler o artigo com a sua turma do 2º ano do Ensino Fundamental, os alunos foram até o laboratório de informática pesquisar sobre o poeta na internet. 

Já na pesquisa a criançada ficou esperta com as informações falsas e aprenderam que nem tudo que está na rede é confiável. Em seguida, leram e discutiram alguns poemas de Leminski e expressaram seus significados por meio de ilustrações. A partir deste primeiro contato, os alunos ficaram instigados a produzir seus próprios poemas. “Alguns alunos tiveram grande destaque durante o trabalho por criarem suas próprias poesias. A iniciativa de escrever partiu deles”, contou Larissa. 

Bons textos, diferentes linguagens 

A continuação do trabalho passou por uma leitura do livro O Bicho Alfabeto, uma coletânea de poesias de Leminski selecionadas para crianças e ilustradas pelo mestre Ziraldo. Além da apresentação de uma peça teatral sobre o autor e um passeio na Pedreira Paulo Leminski para conhecer um pouco mais da história do poeta. 

As atividades contribuíram com os objetivos propostos por Larissa e se estenderam para outras lições aprendidas: a existência de diferentes gêneros textuais e a intertextualidade (os gêneros jornalístico e literário, por exemplo) e as diferentes vertentes da literatura tanto em prosa, como em poesia. “O conhecimento de diferentes gêneros contribuiu para o crescimento do pensamento individual e coletivo, e as mídias configuram excelente fonte de informação e pesquisa dentro e fora da sala de aula”, relatou a professora. 

Se Larissa cumpriu seus objetivos, nós também alcançamos o nosso, principalmente o incentivo à leitura e criticidade, uma das bandeiras do projeto Ler e Pensar desde a sua criação há 18 anos.

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