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História 

Aprendendo com os erros

Professor do interior do estado utiliza o nazismo para ensinar seus alunos a respeitarem e celebrarem a diversidade

  • Castro
  • Instituto GRPCOM
A atividade do professor David aliou o uso de matérias, filmes e pesquisa na internet  |
A atividade do professor David aliou o uso de matérias, filmes e pesquisa na internet 
 
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Na década de 1930, o Partido Comunista enviava a todos os cantos do planeta representantes de Adolf Hitler, com o objetivo de disseminar as ideias do ditador alemão e fortalecer o nazismo. Assim, começaram a surgir no Brasil, inclusive no Paraná, estruturas partidárias nazistas. O Estado chegou a ocupar o posto de 5º maior círculo da ideologia no Brasil, porém, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder e a instauração do Estado Novo, em 1938, as atividades de partidos estrangeiros foram proibidas e o Partido Nazista começou a perder força.

A matéria "Os anos do Partido Nazista no Paraná" publicada na Gazeta do Povo traz a entrevista com o pesquisador Rafael Athaides e conta alguns detalhes dessa história, que além de não dever ser esquecida, precisa ficar guardada como um modelo a não ser seguido, para que os mesmos erros não sejam repetidos. Desta forma, saber o que foi o nazismo e quais foram as consequências da Segunda Guerra Mundial para a humanidade é fundamental. 

Conhecer o passado, entender o presente e transformar o futuro 

Foi esse o tema que gerou um grande trabalho envolvendo o estudo da história, geografia e conceitos importantes, como respeito à diversidade, na Escola Municipal Professora Dalila Ayres, no município de Castro, interior do Paraná. 

O professor David Alexandre Gelatti Bueno, ao trabalhar os conteúdos relacionados aos três poderes com sua turma de 3º ano, começou a ser questionado sobre a Segunda Guerra e resolveu aproveitar o momento para levar aos seus alunos muito mais do que os conteúdos escolares obrigatórios, mas também discussões sobre ética, preconceito e falta de tolerância. 

A partir da matéria citada anteriormente a turma trabalhou com mapas, além das pesquisas realizadas na internet e se inteirou mais sobre o tema. Utilizando filmes e vídeos o professor conseguiu transmitir aos pequenos as consequências dos discursos de ódio e as crianças começaram a escrever e publicar sobre o assunto no jornal mural da escola, começando a mobilizar os outros estudantes. 

Segundo o docente, os alunos faziam vários relatos de indignação sobre o tema, sem conseguir entender porque as pessoas agiam de tal forma. Além disso, as famílias também se envolviam cada vez mais e os pais começavam a querer saber mais sobre as práticas, já que os filhos chegavam em casa e compartilhavam tudo o que haviam aprendido. 

Inspirado com tantos resultados positivos, o professor decidiu ir além. Depois de levar as crianças até o museu da Imigração Alemã, na colônia de Terra Nova, e oferecer aos alunos outros olhares sobre a história, mobilizou a Secretária de Educação e com o apoio recebido organizou com as crianças uma mostra de conhecimentos relacionando os temas: nazismo, Segunda Guerra Mundial, preconceito, intolerância e respeito à diversidade. Além disso, contou com a parceria das famílias para organizar uma blitz e conscientizar a comunidade sobre a importância do respeito às diferenças e à tolerância. 

Segundo David, os efeitos podem ser vistos e sentidos. “Pudemos ter alguns resultados muito significativos, tais como: maior respeito entre os alunos, diminuíram-se os apelidos maldosos, os educandos estão mais humanos, além de atuarem como ‘fiscais’ contra práticas de preconceito e maldade com demais alunos. Como professor orientador do projeto foi muito significativo ver este crescimento dos educandos, sua mudança de postura e um olhar mais afetivo frente a diversidade”, relatou orgulhoso.

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