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Espelho, espelho meu

Projeto desenvolvido pelo Colégio Sesi de Araucária leva alunos a refletirem sobre padrões de beleza e resulta no desenvolvimento de aplicativo 

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Alunos do Colégio Sesi de Araucária em atividade sobre padrões de beleza |
Alunos do Colégio Sesi de Araucária em atividade sobre padrões de beleza
 
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O padrão de beleza ocidental e o culto ao corpo imposto pela sociedade contemporânea estão causando, inegavelmente, uma excessiva preocupação com a imagem em detrimento à qualidade de vida, à saúde e ao bem-estar. Prova disso é o aumento no número de casos de distúrbios alimentares e de imagem. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Brasil apresenta uma das maiores Taxas de Compulsão Alimentar (TCA), 4,7%, enquanto a média mundial está próxima de 2,6%. 

Com o reforço da mídia e das redes sociais, a imagem e o poder associado a ela ficaram muito mais latentes. Hoje, a beleza padrão é objeto de desejo e também de sofrimento para quem não consegue se encaixar nos moldes pré-estabelecidos. 

Preocupados com o assunto e observando a necessidade de debater sobre o tema, o Colégio Sesi de Araucária, na região metropolitana de Curitiba, sob a coordenação da professora Jéssica Parizotto Gustman, promoveu a oficina Espelho, Espelho Meu. Segundo ela, no início do trabalho, 90% dos alunos relataram que estavam insatisfeitos com a forma física ou com alguma parte do corpo, 80% apresentavam dificuldades na hora de dormir e muitos não sabiam como montar adequadamente um prato balanceado. 

Reflexão e desenvolvimento 

De maneira interdisciplinar (envolvendo as disciplinas de produção textual, ciências aplicadas e educação física) e divididos em equipes, os setenta alunos do ensino médio debruçaram-se sobre temas como hábitos saudáveis de alimentação, exercícios físicos e sono, estresse e ansiedade, imagem nas mídias sociais e relação entre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) com obesidade e desnutrição. 

“Por meio das notícias da Gazeta do Povo e do projeto Ler e Pensar, os alunos analisaram notícias, campanhas publicitárias e artigos relativos ao tema. Ao final das análises, lançamos um desafio. As equipes deveriam responder como a sociedade atual, agitada e dinâmica, pode conciliar modernidade e qualidade de vida. Nosso objetivo era que cada atividade proposta levasse à reflexão sobre a relação deles com o corpo, com a imagem, a saúde e o bem-estar”, ressalta a coordenadora da oficina. 

Os padrões de beleza levaram a turma à reflexão profunda sobre baixa estima e bullying. “A maioria de nós nunca havia parado para pensar que ser magro ou gordo é apenas uma característica física e que essa característica está trazendo vivências traumáticas para muitos. Durante o processo de pesquisa, alguns colegas contaram anonimamente que sofreram bullying em outras instituições de ensino e como isso afetou marcou a vida eles”, relata a aluna Emilly Cristine N. Ferreira. 

Os adolescentes saíram tão impactados da oficina Espelho, Espelho Meu que ao término das atividades, um grupo desenvolveu um aplicativo para denúncias anônimas de bullying no ambiente escolar. A ferramenta está sendo testada e foi selecionada para ser apresentada em uma feira de soluções tecnológicas de uma universidade do estado.

O texto foi produzido pela Gerência de Educação Básica e Continuada do SESI, que mensalmente mostrará neste espaço os resultados do Projeto Ler e Pensar em suas escolas.

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