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Horário de verão debatido com informação e análise de dados 

A polêmica sobre o novo horário persiste e as crianças de uma escola de Campo Largo resolveram entender melhor essa questão

  • Campo Largo
Uma das atividades da prática pedagógica foi a elaboração de uma pesquisa sobre o assunto  |
Uma das atividades da prática pedagógica foi a elaboração de uma pesquisa sobre o assunto 
 
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Todos os anos é a mesma discussão: o horário de verão vale a pena? Nesse debate estão os que defendam a medida, seja pela economia de energia ou pelo melhor aproveitamento do dia e há também os que pedem o seu fim, devido à mudança brusca na rotina e até mesmo na saúde.

A principal polêmica envolvendo o horário de verão em 2017 foi um projeto de lei proposto pelo deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), que pede o término da medida. A justificativa? A economia gerada não compensa os danos colaterais de saúde e humor da população. Porém, dados do Ministério de Minas e Energia mostram que no ano passado, o Brasil economizou R$162 milhões durante o período de horário de verão. 

Ao ver esse debate na mídia, seguido de reclamações das crianças que estudam no período da manhã, a professora Eliane Pereira Chagas, da EM Luiza Gonçalves Monteiro, de Campo Largo, resolveu pesquisar mais sobre a medida junto com a turma do 5º ano. Para o trabalho, os alunos analisaram notícias e artigos em evidência na mídia, fizeram pesquisas e ouviram a população para chegar a uma opinião concreta sobre o “vai ou fica” do horário de verão. 

Do jornal ao gráfico 

Após ler notícias na Gazeta do Povo sobre a polêmica, as crianças fizeram um brainstorm, expressando suas opiniões e questionando uns aos outros a eficácia do mesmo no cotidiano. Após aprenderem sobre a criação da medida e seu histórico, resolveram promover uma pesquisa de opinião, entrevistando cinco pessoas cada. Orientados pela professora, os alunos aprenderam as perguntas certas a serem feitas, levantaram dados e transformaram os resultados em gráficos. 

A análise dos gráficos contou com duas frentes de interpretação: a numérica e a textual. Os alunos separaram os resultados por idade e por gênero e assim puderam fazer inferências sobre os motivos que levaram as pessoas a responder com opiniões positivas ou negativas. Um trabalho que une o português e a matemática, por meio da interpretação do contexto. 

O resultado obtido pela pesquisa aponta para a manutenção do horário de verão, o que surpreendeu os estudantes, pois vai à contramão do que já haviam lido nas matérias e artigos pesquisados. Bom momento para reflexão e retomada de opiniões da própria turma. 

Para a professora Eliane, além de elaborar os gráficos e analisar os resultados, o aprendizado está “na troca de informações e opiniões com respeito, na leitura crítica dos textos e no entendimento de uma ação que influencia mudanças de hábitos dos alunos”.

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