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Letramento midiático

I Simpósio de Letramento e Cidadania reúne especialistas em Curitiba

Entre os principais nomes, Roxane Rojo (Unicamp), que concedeu uma entrevista para a equipe do Ler e Pensar

  • Curitiba
  • Instituto GRPCOM
Da esquerda para a direita: Ana Gabriela Borges - Superintendente do Instituto GRPCOM; Rosane Nicola - Professora da PUC e Organizadora do Simpósio; Roxane Rojo – Unicamp; e Ricardo Antunes de Sá, Professor da Universidade Federal do Paraná. | Divulgação / Ler e Pensar
Da esquerda para a direita: Ana Gabriela Borges - Superintendente do Instituto GRPCOM; Rosane Nicola - Professora da PUC e Organizadora do Simpósio; Roxane Rojo – Unicamp; e Ricardo Antunes de Sá, Professor da Universidade Federal do Paraná. Divulgação / Ler e Pensar
 
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A PUC-PR realizou nos dias 29 e 30 de junho, em parceria com o Instituto GRPCOM, o I Simpósio de Letramento e Cidadania. Iniciativa da professora Rosane Nicola, do curso de Letras, o evento discutiu os multiletramentos mediados pelos jornais impresso e digital e contou com palestras e oficinas, além de uma mesa redonda sobre letramento midiático na escola. “Precisamos nos aproximar mais dos novos gêneros textuais e trabalhar em sala de aula aquilo que nossos alunos já produzem nas redes sociais. Os memes são um exemplo, têm elementos sarcásticos, irônicos e críticos, mas raramente quem lê reflete sobre o conteúdo – e quem produz não considera questões éticas e de responsabilidade”, afirmou Nicola.

O principal destaque foi a participação da professora e pesquisadora Roxane Rojo, da Unicamp, que é referência nas questões relacionadas à educação linguística. Ela deu duas palestras durante a programação de sexta-feira e conversou com a equipe do Ler e Pensar. Os principais trechos da entrevista você confere a seguir: 

Qual é a importância do letramento midiático nas escolas?

Roxane Rojo - O letramento midiático foi ignorado pelas escolas até hoje. As mídias de massa estão aí faz tempo e o assunto entra pouco em sala de aula. Então, destaco a importância do letramento midiático digital, já que perdemos o tempo exato para discutir e pensar criticamente as características da mídia tradicional. A diferença é que, em contato com as novas mídias, somos consumidores e também produtores de conteúdo e é essa relação que é negligenciada nos currículos educacionais. É uma coisa que a escola não pode perder se quiser preparar o aluno para a vida.

O que a senhora destacaria como imprescindível para fazer uma leitura crítica da mídia?

RR - Leitura crítica implica a leitura nas entrelinhas. A diferença do texto digital nesse aspecto é que o posicionamento do autor, sua ideologia e seu propósito estarão distribuídos em várias linguagens, não apenas na lida com as palavras. Então, a pessoa precisa ter mais subsídio para fazer a análise. Estamos falando aqui do letramento visual, musical, entre outros. Esta sensibilidade deveria ser incorporada nas escolas.

O fato de vivermos em um mundo “editado” tem alguma influência na dificuldade dos alunos e professores de ler criticamente?

RR - A produção das notícias, o por trás das câmeras, aquilo que será de fato exibido para a população influencia em nosso pensamento e evidencia a importância de um trabalho de multiletramentos. A linguagem das câmeras por exemplo, angulação, escolha de planos, foco e uma série de outros elementos precisam ser levados em conta ao analisar um vídeo na internet ou uma reportagem. Eu não vejo uma preocupação dos nossos exames avaliativos em aferir a capacidade crítica dos alunos, nem mesmo quando nos referimos ao texto escrito, aí a gente quer que nossas crianças e, inclusive nossos docentes, saibam ler criticamente... Eles não recebem formação para isso! Ou seja, temos ainda um longo caminho a percorrer.

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