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As Feiras de Ciências vão além de espaços destinados à exposição de trabalhos. Representam ambientes de aprendizagem nos quais os estudantes assumem o protagonismo na construção, comunicação e socialização do conhecimento científico.
Esse papel das Feiras de Ciências foi sendo construído ao longo de sua trajetória no Brasil. Consolidaram-se a partir da década de 1960 e ganharam ampla expansão nas décadas seguintes. Eventos como a FEBRACE e a MOSTRATEC tornaram-se referências na divulgação científica na Educação Básica, contribuindo para fortalecer a cultura da pesquisa e ampliar a participação de estudantes em processos investigativos. Esse movimento impulsionou a criação de feiras municipais, estaduais e nacionais, aproximando escolas, universidades, indústria e sociedade.
Ao discutir a importância desses eventos, destaca que as Feiras de Ciências constituem espaços sociais, científicos e culturais que promovem o diálogo entre estudantes e visitantes, estimulando a discussão sobre conhecimentos, metodologias de pesquisa, criatividade e inovação. Entretanto, representam apenas a culminância de um processo formativo desenvolvido ao longo de meses de investigação, experimentação e busca por soluções para problemas reais.
Esse processo geralmente começa na sala de aula ou em iniciativas desenvolvidas em parceria com universidades, indústria e comunidade. Durante esse percurso, os estudantes elaboram artigos ou relatórios científicos, definem objetivos, descrevem materiais e métodos, analisam resultados e utilizam referências bibliográficas, desenvolvendo habilidades de escrita científica, interpretação de dados, pensamento crítico e comunicação científica.
Além disso, as Feiras de Ciências contemplam uma ampla diversidade de áreas do conhecimento. Os projetos abrangem Ciências Biológicas, Ciências Humanas e Sociais, Engenharias, Ciências Exatas e da Terra, Linguagens, entre outras. Essa pluralidade evidencia que a pesquisa científica pode ser desenvolvida em diferentes contextos e contribuir para responder às demandas da sociedade por meio da construção coletiva do conhecimento.
Todo esse processo também fortalece a divulgação científica. Materiais como o artigo, o banner científico e a apresentação oral possibilitam que os estudantes sintetizem informações, organizem resultados e comuniquem suas pesquisas de forma clara para diferentes públicos. Dessa forma, favorece-se o desenvolvimento da comunicação científica e amplia-se o acesso da comunidade ao conhecimento produzido na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos.
Durante as apresentações, a comunicação oral complementa essa formação ao estimular a argumentação, a postura científica, a clareza na comunicação e a capacidade de responder aos questionamentos de avaliadores e visitantes. O diálogo estabelecido nesse momento promove reflexões, aperfeiçoa metodologias e amplia a compreensão dos estudantes sobre suas próprias pesquisas, contribuindo para seu amadurecimento científico.
Como resultado, as Feiras de Ciências tornam-se espaços de encontro entre escolas, universidades, pesquisadores, profissionais, representantes da indústria e a comunidade. Essa interação favorece a troca de experiências, incentiva novas investigações e fortalece a cultura científica desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos.
Nesse contexto, o Sesi Paraná promoverá a Feira de Iniciação Científica do Sesi Paraná (FICSesi), que acontecerá nos dias 13 e 14 de agosto, no Parque Ney Braga, em Londrina (PR), reunindo estudantes da Educação Infantil, da Educação Básica e da Educação de Jovens e Adultos de escolas públicas e privadas. A FICSesi constitui um espaço que fortalece a iniciação científica, estimula a inovação, aproxima a comunidade da ciência e evidencia que as Feiras de Ciências são ambientes de formação, transformação e produção de conhecimento desde os primeiros anos da educação.
Referências
DOS SANTOS, Adevailton Bernardo. Feiras de ciência: um incentivo para desenvolvimento da cultura científica. Revista Ciência em Extensão, v. 8, n. 2, p. 155-166, 2012.
RODRIGUES, Antônio Rony da Silva Pereira. Papel das feiras científicas como ferramenta para iniciação e educação científica na educação básica. Revista de Casos e Consultoria, v. 14, n. 1, p. e31417-e31417, 2023.



