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CONCURSO

Práticas do Ler e Pensar: unindo currículo e informação

Veja como foi o trabalho dos professores premiados nas categorias Ensino Fundamental II e Ensino Médio

  • Curitiba
  • Instituto GRPCOM
Visita à Escarpa Devoniana  |
Visita à Escarpa Devoniana 
 
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As práticas premiadas no Concurso Cultural do Ler e Pensar 2017 tiveram os mais diversos temas e abordagens: valorização da mulher, reciclagem de óleo, ética e cidadania, ética esportiva e conscientização ambiental. Temas que permeiam o nosso cotidiano, bem como o cotidiano escolar, mas nem sempre são valorizados como fonte de curiosidade e pesquisa.

A metodologia do Ler e Pensar permite ampliar o conhecimento do professor, fazendo com que ele consiga trabalhar em sala de aula essas temáticas, que são de interesse dos alunos e não deixam de estar aliadas ao currículo escolar. Como eles fazem isso? Com o auxílio das notícias da Gazeta do Povo, embasamento teórico e muita criatividade. 

Outra boa estratégia utilizada pelos professores foi colocar em prática os três pilares da Educomunicação, base do Projeto. Os pilares defendem a utilização da mídia na educação de maneiras diferentes. 

São eles: trabalhar COM a mídia, ou seja, utilizando os materiais midiáticos como material de aula, fonte de consulta e observação; PELA mídia, de maneira que os alunos se apropriem dos formatos midiáticos e possam ser protagonistas e produtores de materiais; PARA a mídia, trabalhando de modo que estejam preparados para lidar, de maneira madura, com a mídia e sua influência, vê-la de maneira crítica, analisando e debatendo diferentes linhas editorias, opiniões e entendendo o contexto que há por trás da notícia. 

 Do mapa até a Escarpa 

O professor Marcos Antonio Morello, do Colégio Estadual São Cristóvão, de São José Dos Pinhais, ministra aulas de geografia e não pôde deixar passar o debate que está acontecendo ao longo de 2017, sobre a área de preservação ambiental da Escarpa Devoniana. A temática deve ser trabalhada com os estudantes dos anos finais do ensino fundamental, bem como a história do Estado e suas características, então já está inclusa no currículo, mas o modo como será trabalhada depende do professor que dará as aulas. 

 No caso de Marcos, os alunos já o questionavam sobre a Escarpa Devoniana, pois viam notícias e discussões no jornal e traziam o debate para dentro de sala. Ele precisou apenas unir a curiosidade dos alunos com o currículo. Além de ler notícias e incentivar o debate dentro de sala, o professor resolveu colocar a turma na estrada e levou seus alunos para conhecer o local sobre o qual tanto discutiam. 

 Os estudantes puderam reformular suas opiniões e questões, além de ver na prática o que em sala era visto por meio de mapas e livros. Para Marcos, “após a visita, a visão crítica dos alunos foi despertada. Foram produzidos textos em sala baseados nas notícias lidas e analisadas que foram publicadas na Gazeta do Povo sobre a polêmica”. Ou seja, além de vivenciar a geografia do Paraná, os estudantes puderam sentir toda a beleza e importância do local e porque sua preservação gera tanta polemica. 

 Veja um pouco dessa prática no vídeo de premiação. 

Esporte além da quadra 

 Outra prática que ultrapassou o limite das salas, ou melhor, das quadras, foi a do professor Carlo Vicente Ramirez, docente de Educação Física no Colégio Estadual Professor Algacyr Munhoz Maeder. O professor sempre buscou alternativas para cumprir a carga teórica da disciplina contemplada no currículo, mas os adolescentes não gostavam nada de substituir as aulas práticas por provas e trabalhos. 

 Para contornar essa situação, o Carlo uniu duas paixões: o esporte e a rádio, criando a rádio web do CEPAMM. A cada semana são selecionadas as três melhores matérias produzidas pelos alunos, estas são discutidas e gravadas em formato de mesa redonda. O programa de rádio esportivo ganhou o nome de Fair Play, em alusão ao espírito esportivo e jogo limpo, atitudes incentivadas pelo professor em suas aulas. 

 A base de pesquisa e discussão dos estudantes são notícias esportivas veiculadas tanto na Gazeta do Povo quando em outras mídias, cabendo aos alunos o papel de produzir novos materiais sobre a cena esportiva. À medida que ia se envolvendo com o projeto, Carlo descobriu os encantos da profissão de radialista e a beleza da produção dos programas. Hoje procura pesquisar cada vez mais sobre o assunto que, nas palavras do docente, se tornou uma paixão. “A produção do programa é toda compartilhada com os alunos, descobri por meio desse projeto algo que vou levar para a vida toda”, destacou. 

Confira o vídeo da prática.

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