Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
40 anos do Concílio Vaticano II

A volta do rito tridentino

Um remédio contra os abusos litúrgicos atuais (veja textos abaixo) poderia estar na difusão da missa segundo o rito anterior ao Vaticano II. A missa tridentina nunca foi oficialmente abolida. O cisma da Sociedade São Pio X, do arcebispo Marcel Lefèbvre, levou o Vaticano a dar mais atenção aos fiéis que pediam sua manutenção. João Paulo II determinou que cada bispo pode permitir, a seu critério, a celebração da missa tridentina em sua diocese, e pediu que os prelados fossem generosos nisso.

Para dar à Igreja padres que saibam celebrar no rito tridentino, o Papa fundou a Fraternidade de São Pedro; enquanto o ramo brasileiro da Sociedade de São Pio X assinou um acordo com o Vaticano em 2002 e se tornou a Administração Apostólica São João Maria Vianney (em Campos, RJ), que envia padres a várias cidades brasileiras, inclusive Curitiba. "Não somos saudosistas; preservamos o rito tridentino por causa da riqueza e solenidade dos ritos, maior senso do sagrado, reverência, elevação e nobreza das cerimônias, respeito, beleza e piedade", argumenta dom Fernando Rifan, administrador apostólico.

A preferência pelo rito tridentino não é particularidade de católicos de mais idade. "Em agosto, acompanhei 2 mil jovens do grupo Juventutem, ligados à liturgia tradicional, na Jornada Mundial da Juventude, na Alemanha", conta o bispo. Dom Fernando acredita que Bento XVI pode tornar a missa tridentina mais disponível. "Esperamos muito dele, pois quando cardeal sempre se mostrou um defensor da legitimidade do rito de São Pio V", completa.

Veja também

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.