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Lula e Medvedev, no Rio: importação de tecnologia russa e estímulo ao turismo | Sergio Moraes/Reuters
Lula e Medvedev, no Rio: importação de tecnologia russa e estímulo ao turismo| Foto: Sergio Moraes/Reuters
  • Veja que exportações de produtos do Brasil para a Rússia superam as importações locais

Rio de Janeiro - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dmitri Medvedev, da Rússia, assinaram ontem, no Rio, três acordos de cooperação nas áreas de tecnologia espacial, militar e de turismo. Medvedev, que deixou o Brasil ontem à tarde após visita de três dias, chamou o país de "o maior parceiro da Rússia em território latino-americano".

Os dois presidentes afirmaram que ampliarão as trocas comerciais para além das commodities. "Precisamos ir além das commodities, com produtos de maior valor agregado. Queremos intercâmbio também nas áreas de inteligência, tecnologia, petróleo, e indústria", disse Lula. "A Rússia pode oferecer equipamentos para novas usinas hidrelétricas no Brasil e para a construção de ferrovias."

Um dos acordos assinados ontem no Palácio do Itamaraty, no centro do Rio, isenta cidadãos brasileiros e russos de terem que tirar vistos para visitas aos dois países por um período de até 90 dias. A medida, segundo Lula, vai fazer o fluxo de turismo aumentar significativamente. "Nossas sociedades vão se conhecer melhor", discursou, após reunião de cerca de duas horas com Medvedev.

Um outro acordo determina a importação de tecnologia russa para a Agência Espacial Brasileira desenvolver um sistema de navegação por satélite no país.

Lula e Medvedev assinaram ainda documento para a cooperação técnica e militar entre a Aeronáutica brasileira e o serviço militar russo. A medida prevê a troca de tecnologia para o Brasil desenvolver helicópteros de ataque.

Lula e Medvedev querem realizar a primeira cúpula do grupo dos grandes países emergentes, chamados de Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), no ano que vem, na Rússia.

Lula destacou a "avanço dos Brics". Para o presidente, os quatro países do grupo podem sair fortalecidos da crise financeira global. "Esta crise, que nasceu nos países ricos, é uma oportunidade para os países em desenvolvimento, que são responsáveis por 75 por cento do atual crescimento mundial", discursou.

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