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Iraque

Acusado de atentado que matou brasileiro é condenado à morte

Uma corte iraquiana condenou à morte um homem que confessou ter participado de um atentado contra a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Bagdá, no qual morreram 22 pessoas, entre elas o brasileiro Sergio Vieira de Mello, alto comissário de Direitos Humanos da ONU e chefe da missão da organização no Iraque. O homem, cujo nome não foi divulgado, é acusado de ligação com a rede terrorista Al-Qaeda.

O ataque foi realizado com um caminhão, que explodiu contra o prédio da ONU.

- Foi condenada à morte uma pessoa que foi considerada responsável pelos ataques com bombas em 19 de agosto de 2003 - afirmou nesta sexta-feira Gianni Magazzeni, chefe do escritório de direitos humanos da ONU em Bagdá, em um breve comunicado em Genebra.

- Este indivíduo, de nacionalidade iraquiana, que é acusado de ser um membro da rede terrorista Al-Qaeda em Mosul, está apelando da sentença de morte - acrescentou.

Magazzeni afirmou que o presidente do Tribunal Central Criminal iraquiano informou a sentença do acusado.

- Aparentemente o homem confessou. Ele teria afirmado que recebeu dinheiro para organizar o ataque a bomba - afirmou.

O Exército dos Estados Unidos declarou em dezembro que o Iraque emitira uma ordem de prisão contra Halgurd al-Khabir, considerado o principal suspeito do ataque.

Não foi esclarecido se Khabir foi preso e se ele é o homem que foi submetido a julgamento e condenado.

A ordem de busca e captura indica que o acusado era o principal líder em Bagdá do Exército de Ansar Al-Sunna, um dos maiores grupos insurgentes sunitas do Iraque.

O documento também afirma que Khabir tinha vínculos históricos com Abu Musab al-Zarqawi, o líder da Al-Qaeda no Iraque.

O ataque a bomba provocou a retirada temporária do pessoal das Nações Unidas no Iraque, meses depois que a invasão liderada pelos Estados Unidos derrubou Saddam Hussein.

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