i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
15 anos de prisão

Acusado de matar jornalista que apurava caso Panama Papers é condenado em Malta

    • Estadão Conteúdo
    • 23/02/2021 18:09
    Pessoas mostram cartazes com fotos da jornalista assassinada Daphne Caruana Galizia em protesto em frente ao gabinete do primeiro-ministro em Valetta, Malta, 29 de novembro de 2019. Um dos acusados do crime foi sentenciado a 15 anos de prisão
    Pessoas mostram cartazes com fotos da jornalista assassinada Daphne Caruana Galizia em protesto em frente ao gabinete do primeiro-ministro em Valetta, Malta, 29 de novembro de 2019. Um dos acusados do crime foi sentenciado a 15 anos de prisão| Foto: AFP

    O homem que confessou ter assassinado a jornalista Daphne Caruana Galizia, em outubro de 2017, foi condenado nesta terça-feira, 23, a 15 anos de prisão, durante julgamento realizado em um tribunal de Malta.

    A jornalista, que tinha um blog muito popular, vinha investigando ativamente a relação da classe política de Malta com os Panama Papers e descobriu escândalos de corrupção que atingiram e derrubaram o antigo premiê.

    Vincent Muscat, um dos três acusados pelo crime, admitiu durante a audiência as acusações que recebeu, após ter entrado em acordo com o Ministério Público do país pela redução da pena, segundo informou o jornal Times of Malta.

    A família da jornalista, em um comunicado publicado no site da fundação que leva o nome da vítima, disse esperar que "esse passo comece a levar à Justiça plena" para esclarecer o que aconteceu com Caruana Galizia, que foi morta por uma bomba em seu carro.

    O advogado da família leu a mesma declaração na audiência do tribunal maltês, onde o processo ocorreu momentos depois de Muscat admitir todas as acusações.

    Os irmãos George e Alfred Degiorgio também são acusados de instalar e detonar a bomba no carro da jornalista, que investigava a corrupção em seu país no momento de seu assassinato. Todos os três têm antecedentes criminais.

    "É uma pessoa que admitiu seu envolvimento no assassinato de Daphne Caruana Galizia, a privou de seu direito à vida e de desfrutar de sua família, incluindo de seus netos, que nasceram após seu assassinato", disse o advogado.

    Muscat quebrou a estratégia da defesa dos três suspeitos e admitiu os crimes contra eles, apesar do fato da juíza Edwina Grima o ter alertado para a gravidade da sua declaração.

    O homem condenado pediu perdão à acusação no mês passado e, embora tenha sido negado, continuou a cooperar para obter a redução da pena, segundo o Times of Malta, que cita fontes próximas do caso.

    Explosão

    Caruana Galícia, que tinha 53 anos, foi morta quando uma bomba explodiu seu carro a poucos metros de sua casa, em 16 de outubro de 2017. O ataque chocou a opinião pública no país e causou a renúncia em 2020 do primeiro-ministro maltês Joseph Muscat, a quem a família acusou de permitir a corrupção no país.

    No dia 19 de novembro de 2019, o governo de Malta ofereceu perdão presidencial a um homem que afirmava conhecer o autor intelectual do plano e, no dia seguinte, o empresário Yorgen Fenech, um dos mais importantes do país, foi preso por sua suposta ligação com esse crime.

    Alguns meios de comunicação e a família da jornalista o apresentam como um possível mentor do assassinato. As audiências sobre as acusações contra ele ainda não começaram.

    Foi justamente Caruana Galícia que revelou as ligações entre Fenech e altos políticos malteses. Ela descobriu, em particular, que uma empresa de Dubai, a 17 Black, havia pago € 2 milhões a Keith Schembri, na época chefe de gabinete do primeiro-ministro Joseph Muscat (sem parentesco com Vincent Muscat), e Konrad Mizzi, ministro do Turismo.

    O consórcio de jornalistas Projeto Daphne, que retomou suas investigações, revelou que a 17 Black era propriedade de Fenech. A prisão de Fenech levou a uma cascata de renúncias de alto nível na arena política. Muscat anunciou em 1º de dezembro de 2019 que renunciaria quando o Partido Trabalhista nomeasse um sucessor, que acabou sendo Robert Abela, eleito em janeiro de 2020.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.