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A água não pára de subir em vários pontos de Nova Orleans, e crescem os temores de que, apesar de ter se livrado da elevação mais abrupta da maré na segunda-feira de manhã, dia da passagem do furacão Katrina, a cidade esteja lentamente se encaminhando para uma catástrofe ainda maior. Dois diques danificados durante a tempestade, e a água não pára de elevar-se desde a noite de segunda-feira. O sistema de bombeamento emergencial usado eventualmente não funciona, porque não há energia elétrica.

O dano mais preocupante é a brecha de 60 metros no dique do Canal da Rua 17, que está permitindo a entrada ininterrupta de água da Lagoa Pontchartrain para a área central da cidade. A água que entra não está tendo por onde escoar, simplesmente porque outros diques que cercam e protegem Nova Orleans não cederam. O nível da água na Lagoa Pontchartrain e no canal da Rua 17 está quase dois metros acima da cidade.

- A água está subindo tão rápido que não consigo descrever a elevação - relatou a vice-diretora do hospital o Hospital da Universidade de Tulane, Karen Troyer-Caraway. - Há ondas encrespadas na Canal Street, a água se move muito rápido.

Se a água continuar subindo e cortar o fornecimento de energia de geradores, o hospital anunciou que será forçado à desocupação.

Por causa da elevação rápida do nível das águas, a redação do jornal "The Times-Picayune", um dos mais importantes da região, foi desocupada e a transmissão de notícias em tempo real sobre a catástrofe, interrompida.

"As águas continuam a subir em torno do prédio, bem como em toda a região. Queremos retirar nossos funcionários e nossas famílias, enquanto ainda temos segurança de deixar o prédio", relata a equipe do "The Times-Picayune", em seu site.

Centenas de milhares de casas e prédios comerciais estão ameaçadas com a inundação. É impossível saber quantas pessoas que não cumpriram as ordens de retirada no fim de semana e acabaram isoladas em suas casas pela passagem do furacão seriam afetadas.

A enchente tantas horas depois do furacão era inesperada, e há relatos de correria dos serviços de emergência para tentar explicar e resolver o problema. As autoridades planejam usar 3 mil sacos de areia para fechar a brecha no dique da Rua 17.

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