i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
wikileaks

Ahmadinejad cita Brasil em conversa com Putin, revela documento vazado

Iraniano diz que 'não faz nada diferente do Brasil' na questão nuclear. Russo respondeu que o Brasil 'não fica no Oriente Médio'

  • PorG1/Globo.com
  • 29/11/2010 16:28

Documentos revelados pelo site Wikileaks nesta segunda-feira (29) mostram que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, citou o Brasil como comparação ao seu país para defender o programa nuclear que vem desenvolvendo. O exemplo foi dado pelo iraniano durante discussão com o líder russo Vladimir Putin, e aparece entre os documentos que serviam para a comunicação de Relações Exteriores dos Estados Unidos.

No comunicado, enviado após a posse do presidente Barack Obama, em 2009, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, parabeniza a aparente tentativa de aproximação entre o novo governo dos EUA e o Irã e indica a conversa entre Putin e Ahmadinejad.

"Putin perguntou a Ahmadinejad, durante um encontro em Teerã alguns anos antes, por que ele havia feito comentários anti-israel, mas Ahmadinejad não respondeu, e disse apenas que o Irã não estava 'fazendo nada diferente do que o Brasil faz na esfera nuclear'. Putin respondeu que o Brasil não fica no Oriente Médio, enquanto o Irã queria dominar a região e o mundo islâmico."

Contraterrorismo disfarçado

Outros documentos revelados pelo Wikileaks mostram que o Brasil disfarça a existência e a prisão de pessoas ligadas ao terrorismo. Segundo o documento, (disponível no site, em inglês), "o governo brasileiro é um parceiro de cooperação no combate ao terrorismo e actividades relacionados com o terrorismo no Brasil [...] No entanto, os mais altos níveis do governo brasileiro, particularmente o Ministério das Relações Exteriores, são extremamente sensíveis a quaisquer créditos públicos de que terroristas têm presença no Brasil - seja para arrecadar fundos, organizar a logística, ou mesmo trânsito no país - e vai vigorosamente rejeitar quaisquer declarações implicando o contrário."

O texto aparece em uma carta secreta do então embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, de 8 de janeiro de 2008. Segundo ele, "o governo brasileiro recusa-se a definir legal ou mesmo retoricamente designados grupos terroristas como o Hamas, Hezbollah ou as Farc como grupos terroristas - os dois primeiros sendo considerados pelo Brasil como partidos políticos legítimos".

De acordo com Sobel, a Polícia Federal prendeu muitas vezes pessoas que tinham ligações com o terrorismo, mas os acusou de crimes que não eram relacionados ao tema para "evitar chamar a atenção da mídia e do alto-escalão do governo."

Essa postura se deve ao medo, ainda segundo o texto, de "estigmatizar a comunidade muçulmana do Brasil [...] ou prejudicar a imagem do território como um destino turístico. É também uma postura pública destinada a evitar ser demasiado estreitamente ligada ao que é visto como a Guerra excessivamente agressiva dos EUA contra o terrorismo."

'Espionagem'

Em um almoço na casa do então embaixador americano John Danilovich, em maio de 2005, o general Armando Félix teria dito que o governo pediu "que filhos de árabes, muitos deles empresários de sucesso, vigiem árabes que possam ser influenciados por extremistas ou grupos terroristas", diz o relato, também divulgado no site.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.