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O candidato de esquerda Roberto Sánchez reiterou sua alegação de que está havendo fraude eleitoral no Peru, sem apresentar provas.
Por meio de um novo anúncio nesta terça-feira (23), ele disse que não reconhecerá sua adversária nas urnas, a direitista Keiko Fujimori, como presidente do país, apesar de ela estar à frente na contagem de votos do segundo turno das eleições presidenciais.
Em coletiva de imprensa, Sánchez argumentou que seu pedido de anulação dos votos do exterior se baseia na alegação de que as normas eleitorais foram violadas pela alteração do processo de votação no segundo turno e pela garantia de proteção ao eleitor até sua chegada a Lima.
“Para nós, essa grave irregularidade aprovada pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) configura uma fraude em curso, pois os votos depositados nas repartições consulares ainda estão sendo contabilizados”, declarou à imprensa nacional e internacional.
Ele afirmou que isso reverteria os resultados e o tornaria vencedor, já que recebeu a maioria dos votos no país.
O representante da esquerda peruana anunciou protestos para o próximo sábado, que, segundo ele, são uma forma de "resistir" à alegada fraude em curso. A nova ação ocorrerá apesar de a manifestação da semana passada ter tido pouco impacto e baixa participação.
Com 99,71% dos votos apurados, Fujimori tem 50,11% dos votos válidos, contra 49,88% de Sánchez, uma diferença de 40.468 votos. Mas as percentagens se invertem se forem subtraídos os votos no exterior, pelo que Sánchez atinge 50,11% dos votos válidos com mais 40.925 votos do que Fujimori, que regista 49,88%.
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