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Berlim - A Alemanha cedeu em suas exigências para socorrer novamente a Grécia. A chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel, concordou que a reestruturação da dívida seja voluntária. Os investidores privados não serão forçados, mas sim persuadidos a dividir a conta da crise.

Em um comunicado conjunto, Merkel e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, disseram ter chegado a um consenso para tentar uma solução rápida para a Grécia.

A proposta do novo pacote de ajuda, que deve chegar a 120 bilhões de euros (R$ 273 bilhões), será discutida amanhã e segunda com os demais líderes europeus.

"O objetivo é a participação privada voluntária, e ‘Iniciativa de Viena’ é uma boa base para is­­so", disse Merkel.

A "Iniciativa de Viena" foi um acordo informal em que o sistema financeiro se comprometeu a manter sua "exposição ao risco" para ajudar os países do Leste Europeu em 2009. Na prática, os credores da Grécia, especialmente os bancos, concordariam em trocar a dívida velha por uma dívida nova quando o vencimento estiver próximo, ou seja, uma rolagem.

Essa ideia tem o apoio do Banco Central Europeu, que sempre foi contra a reestruturação forçada ou calote da dívida grega porque temia ficar com uma fatura ainda maior.

A moratória grega poderia levar a uma onda de problemas nos bancos de outros países europeus em situação frágil, como os de Portugal e Espanha. E o BCE poderia ser obrigado a fornecer socorro a essas instituições.

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