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Religião

Ameaça à liberdade religiosa

  • PorAdriano Cesar Gomes
  • 28/08/2010 21:02

Os grupos contrários à construção de um centro cultural islâmico a duas quadras do Marco Zero, em Nova York, consideram a construção da mesquita uma afronta à memória dos mortos e às famílias das vítimas dos atentados terroristas de 11 de Se­­tem­­bro. O que muitos desconsideram, no entanto, é que bem perto dali, a apenas três quadras do local onde ficava o World Trade Cen­­ter, já existe uma mesquita frequentada por dezenas de muçulmanos. O templo fica no subsolo de uma espécie de cabaré e talvez por isso não tenha atraído – ainda – a fúria de norte-americanos mais extremistas que acreditam que erigir uma mesquita naquela região seria como construir um monumento ao terrorismo, uma forma zombeteira de aclamar os assassinos de mais de três mil pessoas vitimadas durante o atentado.

Mas o problema vai muito além do direito que os muçulmanos têm ou não de construir um centro comunitário próximo à região dos atentados de 11 de Setembro. Para o professor e dou­­tor Frank Usarski, não se trata de uma questão do direito. "A Cons­­tituição norte-americana garante a liberdade religiosa. Aliás, devido à história do país, trata-se de um dos princípios mais importantes para os EUA. Construir tem­­plos, igrejas ou mesquitas faz parte das atividades legítimas de religiões nos Estados Unidos", afirma Usarski.

O problema, segundo o Sheik Osman, é que as pessoas ainda não conseguem distinguir o islamismo moderado do radical. "O extremismo não é uma exclusividade da religião islâmica. Mesmo quem não professa ne­­nhuma religião pode ser extremista. Lo­­go, não se pode generalizar. Exis­­tem bilhões de muçulmanos no mundo, mas apenas um pequeno grupo se dedica a atividades mais extremas", alerta Osman.

A verdade é que a discussão está longe de um consenso ou mesmo de um fim. Intimidados com as reações adversas à instalação do centro comunitário e da mesquita na região do Marco Ze­­ro, alguns dos principais organizadores do projeto pensam até em abandonar o projeto. Mas Abdul Feisal, um dos idealizadores da obra, segue firme no intuito de promover, por meio da tolerância e da compreensão religiosa, a paz entre cristãos e muçulmanos em Nova York.

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