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O governo de Donald Trump anunciou nesta semana uma iniciativa para impulsionar a produção nacional de carne bovina, dias depois do presidente ter ameaçado acabar com o "monopólio" dos grandes produtores estrangeiros, incluindo a JBS.
Em comunicado, a Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke L. Rollins, deu detalhes do plano "Pecuaristas em Primeiro Lugar", um amplo pacote de ações para reconstruir o rebanho bovino americano e priorizar pecuaristas do país no abastecimento alimentar interno.
Na semana passada, Trump ameaçou as quatro maiores processadoras de carne do mundo, acusando-as de funcionarem como um "monopólio". Com isso, ele ordenou o início de um processo para desregulamentar o setor e permitir que os pecuaristas operem suas próprias fábricas de processamento e matadouros dentro do país.
Em uma publicação na Truth Social, o chefe da Casa Branca disse que a Tyson Foods, JBS, Cargill e National Beef são "um poderoso monopólio" que torna a vida dos pecuaristas e agricultores americanos "miserável".
A ministra da Agricultura reconheceu que o rebanho bovino dos EUA enfrenta uma de suas piores baixas das últimas décadas. Ela conectou a situação a regulamentações onerosas e a uma guerra declarada contra a carne bovina, travada em nome do "extremismo climático".
Entre as medidas anunciadas pelo Departamento de Agricultura para impulsioanr a produção interna estão um subsídio para a Proteção contra Riscos Pecuários (LRP), que permitirá que os produtores assegurem o valor econômico da retenção de uma novilha para reprodução por um período de dois anos.
O governo americano também flexibilizará as regras do Programa de Conservação de Emergência (ECP) em áreas do Programa de Reserva de Conservação de Pastagens (CRP) para acelerar a recuperação após incêndios florestais e outros desastres naturais, a fim de reconstruir rapidamente infraestruturas críticas e minimizar perdas a longo prazo decorrentes de desastres.
Outro ponto de destaque na iniciativa é a criação de um Programa de Empréstimo Garantido para auxiliar no processamento regional, incluindo o estabelecimento de cooperativas de processadores, a expansão da presença de pequenas empresas e o aumento da variedade de proteínas animais processadas.




