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Indignação mundial

Após declarações, pioneiro do DNA é demitido de laboratório dos EUA

O laboratório de pesquisa Cold Spring Harbor, em Nova York, decidiu nesta sexta-feira (20) suspender de suas atividades o Prêmio Nobel de Medicina James Watson. A atitude foi tomada depois do biólogo americano, de 79 anos, dizer em entrevista ao jornal britânico "The Sunday Times" que os negros são menos inteligentes do que os ocidentais.

A declaração de Watson, um dos descobridores da estrutura do DNA, provocou indignação mundial. Na entrevista, ele se disse "inerentemente deprimido com as perspectivas para a África", porque "todas as nossas políticas sociais são baseadas no fato de que a inteligência deles é a mesma que a nossa - enquanto todos os testes dizem que não é assim".

Nesta quinta-feira, ao perceber a negativa repercussão de suas declarações, o cientista, que está lançando o livro "Avoid Boring People", mudou o discurso e pediu desculpas.

"Eu entendo porque as pessoas, lendo essas palavras, reagiram dessa maneira. A todos aqueles que tiraram conclusões das minhas palavras de que a África, como um continente, é geneticamente inferior, só posso me desculpar profundamente. Isso não foi o que eu quis dizer. E mais importante do meu ponto de vista, não há base científica para essa crença", afirmou o biólogo, em comunicado entregue à agência Associated Press.

Reações

Um dia antes do anúncio da demissão de Watson do laboratório de pesquisa Cold Spring Harbor, o Museu de Ciências de Londres, no qual ele deveria dar uma palestra, cancelou o evento.

Em nota oficial, o Museu de Ciências de Londres afirmou: "Nós sabemos que os cientistas podem às vezes dizer coisas que geram polêmica, e o Museu da Ciência não se esquiva de discutir tópicos controversos. No entanto, nós consideramos que o Dr. Watson foi além do ponto aceitável do debate e, como resultado, estamos cancelando essa palestra".

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