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Internacional

Arcebispo diz que religiosas mudaram os EUA com pobreza evangélica

Imagem mostra uma pessoa lendo a Bíblia
O contato diário com a Palavra de Deus nutre a fé pessoal, impulsionando momentos de introspecção, discernimento e fortalecimento espiritual (Foto: Pixabay / Steve Haselden)

O arcebispo de Baltimore, William Lori, elogiou nesta semana uma assembleia de superioras maiores de congregações religiosas femininas por seu testemunho de "pobreza evangélica", destacando a influência desproporcional que as religiosas tiveram sobre a sociedade americana nos últimos 250 anos.

"Vocês e aquelas que vieram antes ensinaram nossas crianças, cuidaram dos doentes, acolheram imigrantes, acompanharam os moribundos, consolaram os corações partidos e proclamaram Cristo onde ninguém mais estava disposto a ir", disse o arcebispo às superioras maiores em 18 de setembro, em Florissant, Missouri.

"Por isso, a Igreja agradece. Mas a gratidão por si só não é suficiente. A Igreja também olha para vocês com esperança", afirmou.

O arcebispo falou na Assembleia Nacional de 2026 do Conselho de Superioras Maiores de Religiosas Femininas, cujo tema foi: "250 Anos de Liberdade: Filhas da Igreja de Uma Geração para a Próxima".

O conselho é composto por superioras maiores e vigárias de 112 comunidades religiosas em todo os Estados Unidos. O grupo descreve sua assembleia nacional como "o trampolim para colaboração, participação e diálogo entre os membros" que "promove a unidade entre as superioras maiores que dá testemunho da alegria da vida religiosa".

Ao se dirigir à assembleia como palestrante principal, Lori reconheceu a celebração do 250º aniversário da fundação dos Estados Unidos. Os EUA foram fundamentais para promover a liberdade religiosa e a dignidade humana em todo o mundo, argumentou o arcebispo.

Ele observou que a maioria das histórias sobre a fundação dos EUA se concentra nos Pais Fundadores, como George Washington, Thomas Jefferson e outros. Mas "o experimento americano teria sido muito diferente" sem as contribuições de "milhares e milhares de religiosas", disse.

"Quem acolheu onda após onda de imigrantes? Quem cuidou das vítimas de epidemias quando outros fugiram? Quem ensinou gerações de crianças não apenas aritmética e gramática, mas honestidade, sacrifício, disciplina e amor a Deus?", questionou.

As religiosas "mudaram a nação porque primeiro permitiram que Cristo as mudasse", disse o arcebispo. Ele observou o "paradoxo" no qual aquelas que fazem votos de pobreza "enriqueceram inúmeras comunidades" e aquelas que "renunciaram à ambição mundana" frequentemente "exerceram a maior influência sobre a sociedade".

"O mundo luta para entender esse paradoxo", disse Lori. "O Evangelho não".

As religiosas historicamente tanto defenderam os ideais da América quanto a desafiaram quando ela "fica aquém do Evangelho", disse Lori. Ele citou o testemunho da "pobreza evangélica" de Santa Francisca Xavier Cabrini enquanto ela fundava escolas, hospitais e orfanatos ao redor do mundo. E ele ainda apontou o trabalho da Serva de Deus Irmã Mary Thea Bowman, elogiando-a por sua maneira "profundamente católica" de confrontar o racismo enquanto evangelizava sobre o amor de Cristo.

Instando as religiosas a buscar "um abraço sempre novo do coração de sua vocação", Lori disse à assembleia: "O mundo precisa de mulheres que foram tomadas por Cristo".

"Ele precisa de mulheres cujas vidas deem testemunho inequívoco da verdade de que Deus é real, que a santidade é possível, que o sacrifício é frutífero e que o amor derramado em comunhão com Cristo pode transformar o mundo", afirmou.

©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Archbishop Lori tells women religious: ‘The Church looks to you with hope’ https://www.ewtnnews.com/world/us/archbishop-lori-tells-women-religious-the-church-looks-to-you-with-hope

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