
A Rede Católica de Mobilização (CMN, na sigla em inglês) homenageou o arcebispo Paul Coakley com um prêmio por sua oposição pública à pena de morte durante a cerimônia Justice Reimagined Awards and Celebration (Prêmios e Celebração Justiça Reimaginada) na nunciatura apostólica em Washington, D.C.
Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, recebeu o Prêmio Arcebispo Fiorenza Dignidade e Vida da CMN, batizado em homenagem ao defensor dos direitos civis e abolicionista da pena de morte arcebispo Joseph Fiorenza de Galveston-Houston, no evento realizado em 21 de outubro.
Coakley, um defensor de longa data contra a pena de morte, inclusive em seu estado natal de Oklahoma, condenou no início deste mês o plano do governo Trump de transmitir ao vivo a execução militar do autor do massacre de Fort Hood, Nidal Hasan. "Nosso Deus é o Deus da vida", disse ele em comunicado de 9 de outubro. "De forma alguma as ações de Hasan podem ser toleradas, mas esta decisão é uma promoção bárbara de uma cultura da morte e deve ser reconsiderada."
"Nem preciso dizer que estou muito humilde e honrado por este prêmio", disse Coakley durante seu discurso de aceitação. "O arcebispo Fiorenza foi um verdadeiro campeão que conheci quando era presidente da conferência dos bispos, quando eu era um bispo recém-ordenado, e sempre admirei seu trabalho, suas convicções e seus princípios."
"Estar nos Estados Unidos da América neste momento realmente voltou minha atenção para defender os condenados no corredor da morte e a necessidade de nós, como povo, como Igreja, como nação, reconhecermos a injustiça e a desumanidade do que está sendo feito em nosso nome", disse ele.
Coakley compartilhou que tomou consciência pela primeira vez da importância de defender a vida em 1973, o ano em que Roe v. Wade foi aprovado e o ano em que se formou no ensino médio. A lei, disse ele, permitiu "a destruição em massa das vidas humanas mais vulneráveis e inocentes em escala massiva."
"Então, por muitos anos, em termos de questões de vida, opor-se ao aborto e defender o direito à vida dos nascituros foi realmente minha paixão e preocupação primária", disse ele. "Só mais tarde vim a apreciar o significado do respeito pela vida desde a concepção até seu fim natural."
Coakley refletiu que, com o tempo, "vendo de perto que a vida é sagrada e que deve ser preservada" acabou levando-o à conclusão "de que a dignidade humana não pode ser perdida, não importa quão hediondo seja o crime que um homem ou uma mulher tenha cometido". Ele observou que durante seu tempo como arcebispo em Oklahoma, ficou impressionado com a noção de que seu estado natal, como Flórida e Texas, "era muito solidamente pró-vida em termos de apoiar o direito à vida dos nascituros", mas era "implacável" em seu apoio à pena capital.
Coakley se manifestou em agosto contra a execução de um assassino condenado em Oklahoma, pedindo orações tanto pelas vítimas do assassino quanto pelo próprio assassino, ao mesmo tempo em que defendia "uma forma mais humana de justiça."
Concluindo seu discurso, Coakley expressou gratidão à CMN por sua defesa.
"Estou encorajado e esperançoso, especialmente em vista de algumas das coisas que têm estado nas notícias ultimamente, de que todos encontraremos coragem e determinação renovadas para continuar esta luta para defender a santidade, a dignidade de cada vida humana, desde a concepção até seu fim natural", disse ele.
O arcebispo Gabriele Caccia, núncio apostólico nos EUA, entregou uma mensagem do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, expressando sua proximidade com os reunidos para o evento. Elizabeth Bruening, católica e duas vezes finalista do Prêmio Pulitzer e escritora da revista The Atlantic, também recebeu um Prêmio Reimaginando a Justiça no evento.
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Archbishop Coakley receives award for anti-death penalty advocacy https://www.ewtnnews.com/world/us/archbishop-coakley-receives-award-for-anti-death-penalty-advocacy



