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Pessoas aguardam para pegar comida num refeitório comunitário em Buenos Aires
Pessoas aguardam para pegar comida num refeitório comunitário em Buenos Aires| Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni

A taxa de pobreza na Argentina terminou o primeiro semestre deste ano em 40,6%, com uma redução de 0,3 ponto percentual em um ano, enquanto cresceu o número de pessoas que enfrentam problemas diariamente para satisfazer suas necessidades básicas de alimentação.

De acordo com um comunicado divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), a taxa de pobreza urbana registrada entre janeiro e junho esteve 1,4 ponto abaixo da calculada no segundo semestre de 2020. Entretanto, a taxa de indigência ficou em 10,7%, 0,2 ponto acima da marca do semestre anterior e do primeiro de 2020.

A medição leva em conta o nível de vida nos 31 centros urbanos mais populosos do país, que abrangem 28,8 milhões de pessoas, de uma população total na Argentina de cerca de 45 milhões. As estatísticas oficiais mostram que no final de junho do ano passado 11,7 milhões de pessoas nestes centros urbanos estavam abaixo do nível de pobreza e 3,08 milhões eram indigentes, ou seja, não conseguiam sequer satisfazer as suas necessidades alimentares.

A taxa de pobreza tinha subido no segundo semestre do ano passado para 42%, o nível mais alto registado desde 2004, quando a Argentina ainda tentava se recuperar da grave crise econômica de 2001 e 2002, que empurrou a pobreza para um pico de 57,5%.

O crescimento da pobreza verificado no ano passado ocorreu no contexto da pandemia de Covid-19, com rígidas restrições sanitárias que afundaram uma economia que já tinha entrado em recessão em 2018.

A atividade econômica mostrou sinais de recuperação no primeiro semestre deste ano, com um crescimento acumulado de 10,3% no primeiro semestre do ano. Isto teve um impacto positivo sobre a taxa de desemprego, que caiu para 9,6% no segundo trimestre do ano, o seu nível mais baixo desde o final de 2019.

Contudo, existem ainda problemas de subemprego, a procura de outro emprego devido à insatisfação com a ocupação atual e um grande número de trabalhadores informais e independentes, todos indicadores de rendimentos deprimidos ou insuficientes que não ajudam a alcançar reduções substanciais nos níveis de pobreza.

A isto se soma o fenômeno da inflação persistentemente elevada na Argentina - um aumento de 50,2% desde junho do ano passado até junho de 2021 -, que mina o poder de compra dos trabalhadores, aposentados e dos milhões de pessoas que recebem algum tipo de assistência social do Estado.

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