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Mulher aguarda para fazer teste de Covid-19 em Buenos Aires, Argentina, 28 de dezembro
Mulher aguarda para fazer teste de Covid-19 em Buenos Aires, Argentina, 28 de dezembro| Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni

A Argentina teve um novo recorde de infecções por coronavírus, com 81.210 novos casos registrados na terça-feira. Esse é o maior número de contágios no país vizinho desde o início da pandemia, e uma taxa bem maior do que os 50 mil casos relatados na quinta-feira passada, o recorde anterior. O país registrou 49 mortes por Covid-19 nas 24 horas anteriores.

Outro dado que preocupa as autoridades argentinas na terceira onda de contágios é a taxa de positividade dos testes de coronavírus, que chegou a 52,44% na terça-feira. Isso significa que mais da metade dos argentinos que foram se testar estavam infectados.

Assim como acontece em outras regiões do mundo, a nova onda de contágios na Argentina não veio acompanhada de um aumento proporcional de quadros graves da doença. As hospitalizações e mortes por Covid-19 estão abaixo das registradas durante a segunda onda no país, relata a imprensa local.

A região mais afetada é a província de Buenos Aires, que pela primeira vez notificou quase 30 mil casos de Covid-19. O recorde anterior da província era de 17.759, na semana passada.

O ministro da Saúde da província de Buenos Aires, Nicolás Kreplak, afirmou que houve um aumento de 2100% nos novos casos de Covid-19 em sete semanas em seu distrito. Em comparação, durante a segunda onda, o aumento foi de 400% em oito semanas.

"Isso se deve ao fato de termos uma circulação muito importante da variante ômicron, mas também a uma mobilização social que faz com que tenhamos um dos verões mais importantes que se tem registro no nosso país", afirmou Kreplak, em referência a temporada turística no país.

Entretanto, o ministro garantiu que, apesar dos números, não há planos para implementar novas medidas para reduzir a circulação. "Enquanto não tenhamos um aumento das internações ou de mortes, não vamos tomar medidas restritivas. Iremos vendo. Tudo depende da tensão sobre o sistema de internação", disse, segundo o jornal local Infobae.

A estimativa do governo argentino é de que o pico de contágios ocorra no final de janeiro, e que os casos começarão a diminuir em seguida.

O ministro da Saúde da capital argentina, Fernán Quirós, defendeu na terça-feira a liberação dos autotestes de coronavírus, já que as filas para testagem nos centros de saúde estão grandes.

Variante ômicron

A chefe de Gabinete do Ministério da Saúde da Argentina, Sonia Tarragona, confirmou na terça-feira que algumas províncias do país já estão registrando circulação comunitária da variante ômicron do coronavírus e que é esperado um aumento no número de casos de Covid-19 em breve devido às festas de fim de ano.

Tarragona explicou, em entrevista a uma rádio local, que a Argentina tentou adiar a entrada da variante delta até ter uma alta porcentagem de vacinação, mas a chegada da ômicron afetou o nível de contágios.

"Temos um número muito alto de casos, apesar de hospitalizações (em terapia intensiva) e mortes terem mostrado um comportamento diferente das ondas anteriores", disse.

Na Argentina há 332.806 casos ativos de Covid-19 no momento (pessoas que foram diagnosticadas e ainda não tiveram alta). Ainda segundo os dados oficiais, 1.218 pessoas estão em terapia intensiva.

A porcentagem de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) para todos os tipos de patologias na segunda-feira foi de 35,8% em nível nacional.

Até a terça-feira, o total de casos de Covid-19 desde o início da pandemia na Argentina era de 5.820.536, com 117.294 mortes.

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