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Assessor de Bolsonaro ataca reunião no Uruguai que buscou acordo na Venezuela

Filipe Martins criticou a reunião realizada em Montevidéu nesta quinta-feira que discutiu uma mediação entre governo e oposição na Venezuela

  • Brasília
  • Estadão Conteúdo
O ditador venezuelano Nicolás Maduro (à esquerda) e o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó |  FEDERICO PARRA / AFP
O ditador venezuelano Nicolás Maduro (à esquerda) e o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó  FEDERICO PARRA / AFP
 
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O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, usou nesta sexta-feira, 8, sua conta na rede social Twitter para criticar a reunião, realizada na quinta-feira no Uruguai, que discutiu uma mediação entre o governo e a oposição na Venezuela.

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"O 'Mecanismo de Montevidéu' é o sonho de Maduro", escreveu Martins, referindo-se a Nicolás Maduro, cuja presidência não é mais reconhecida pelo Brasil. "Apela ao 'diálogo entre governo e oposição', - só que Maduro não é mais governo, e sim usurpador, e a oposição não é mais oposição, e sim governo interino legítimo, conforme a constituição da Venezuela." 

Na quinta, o chanceler Ernesto Araújo já havia mostrado reservas à iniciativa. O Brasil não participou da reunião, explicou ele, porque ela colocava Maduro e o presidente reconhecido pelo governo brasileiro, Juan Guaidó, em pé de igualdade. "Achamos que esse não é um ponto de partida." 

O grupo que se reuniu no Uruguai, chamado Grupo Internacional de Contato, é formado por França, Alemanha, Itália, Reino Unido, Portugal, Espanha, Suécia, Uruguai, Bolívia, México, Equador e Costa Rica. Na reunião de quinta, o México barrou a inclusão, na declaração final, de um apelo pela realização de novas eleições na Venezuela. 

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No Twitter, Martins avaliou que qualquer solução de meio termo na Venezuela "só beneficia os tiranos". Ele também diz que a iniciativa de buscar o entendimento parte de "premissas erradas". "A manutenção do regime no poder significa mais sofrimento, mais fome e mais mortes", afirma. "Todo mecanismo de diálogo deve ter um só assunto: as condições da saída de Maduro e o respeito ao que determina a constituição venezuelana sobre a transição de poder em situações como a atual."

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