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Viktoria Harcheko, da equipe de natação paralímpica ucraniana, no treinamento da equipe em Istambul, Turquia, em 20 de abril de 2022.
Viktoria Harcheko, da equipe de natação paralímpica ucraniana, no treinamento da equipe em Istambul, Turquia, em 20 de abril de 2022.| Foto: EFE/EPA/SEDAT SUNA

A Associação Mundial de Treinadores de Natação (WSCA, na sigla em inglês) emitiu um comunicado aos membros relatando sugestões que serão encaminhadas à Federação Internacional de Natação (Fina) em relação à criação de uma nova categoria aberta para atletas transgênero.

Desde o começo do ano, a WSCA se organiza para apresentar uma nova formatação de categorias à federação, com três opções de inscrição. Assim, existiriam competições exclusivas para pessoas declaradas mulheres ao nascer na categoria feminina, além das categorias masculina e aberta. Dessa forma, atletas transgêneros teriam o direito de se inscrever tanto na opção "masculina", se assim se identificarem, quanto na categoria "aberta".

De acordo com a associação, "a introdução de um modelo novo e diferente no âmbito competitivo do esporte oferecerá uma opção alternativa para atender às necessidades de todas as pessoas". A associação ainda ressalta que "a natação é um esporte afetado pelo gênero e que se manifesta através das diferenças físicas entre homens e mulheres" e que "mulheres transgênero são, em média, propensas a manter as vantagens físicas listadas acima, mesmo que a supressão de testosterona seja utilizada".

Os treinadores de natação também destacam que, além do sexo, outras diferenças são levadas em consideração na organização de categorias para competição. "A categorização por sexo de nascimento continua sendo a divisão mais útil e funcional em relação ao desempenho esportivo. Ela reconhece a ampla gama de diferenças significativas de desempenho entre os sexos. Assim, o esporte da natação deve manter a categorização tradicional de sexo - em associação com a idade e, quando apropriado, deficiência - ao mesmo tempo em que encontra um modelo de inclusão para atletas transgêneros".

No comunicado, a associação resume o histórico de categorizações no esporte. Antes, as mulheres competiam com homens e, naturalmente, estavam em desvantagem. Desde que foi criada a categoria feminina, mais mulheres entraram no esporte, como lembra a WSCA. "Se queremos proteger o esporte feminino, fazer nosso esporte crescer e criar competições justas, há um forte argumento de que precisamos seguir o caminho da história e criar uma nova divisão para essas atletas trans", reforça a organização.

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