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Estado Islâmico

Atentado terrorista em Berlim mata mulher, fere 30 e polícia faz caçada a suspeito

Pessoas lamentam em frente ao Portão de Brandemburgo, próximo ao local onde um veículo foi lançado contra uma multidão ao lado do percurso do desfile da Parada LGBTQ+ em Berlim, na Alemanha, neste 26 de julho de 2026.
Pessoas lamentam em frente ao Portão de Brandemburgo, próximo ao local onde um veículo foi lançado contra uma multidão ao lado do percurso do desfile da Parada LGBTQ+ em Berlim, na Alemanha, neste 26 de julho de 2026. (Foto: EFE/EPA/CLEMENS BILAN)

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A Alemanha mobilizou uma megaoperação neste domingo (26) para localizar o autor de um atentado terrorista em Berlim na noite deste sábado (25), durante a Christopher Street Day (CSD), a Parada do Orgulho LGBTQ+ de Berlim. O principal suspeito é Abdul B., de 21 anos, que seria membro do Estado Islâmico.

Segundo relatos, o terrorista utilizou uma van para invadir o parque Tiergarten, no centro de Berlim, próximo ao Portão de Brandemburgo. Ele atropelou uma multidão que estava no evento.

Após perder o controle do veículo e colidir contra uma árvore, o motorista ainda desceu armado com um facão e desferiu golpes contra pedestres antes de fugir a pé.

Uma mulher morreu e pelo menos 29 pessoas ficaram feridas. As últimas informações dão conta de que três estariam em estado crítico e oito em situação grave.

Mais sobre o ataque terrorista do Estado Islâmico em Berlim

O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o ato como “abominável” e prometeu: “O ataque será punido com dureza”, acrescentou. Já o ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, tratou formalmente o caso como um "ataque terrorista islâmico".

Imediatamente, a Procuradoria e a polícia de Berlim divulgaram publicamente a identidade e a foto de Abdul B., alertando a população de que o foragido "pode estar armado e é perigoso".

Equipes antiterrorismo realizaram buscas em estações de transporte, trens de alta velocidade e em um endereço residencial ligado ao suspeito, situado a poucos minutos do local do crime.

Autoridades de países vizinhos como Holanda, França, Bélgica e Polônia também foram alertadas.

Histórico radical e “simpatizantes monitorados”

A imprensa local divulgou que o autor do atentado terrorista em Berlim, Abdul B., seria um cidadão alemão de origem libanesa com passagem pela polícia.

Ele teria tentado viajar para a Síria com o objetivo de integrar as fileiras do grupo terrorista Estado Islâmico, mas foi interceptado no final de 2025 ao retornar do Líbano e permaneceu preso preventivamente até maio de 2026, acusado de preparar um ato terrorista.

No entanto, após firmar acordo judicial, entrou em liberdade condicional vinculada combinada a um “programa de desradicalização”, com primeira sessão agendada justamente para esta segunda-feira (27).

Informações dão conta que a Alemanha abriga milhares de “simpatizantes monitorados” pelos serviços de inteligência.

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