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Três ativistas de Hong Kong que organizavam vigílias anuais para homenagear as vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial receberam nesta sexta-feira (11) sentenças por acusações de “incitação à subversão do poder estatal”.
Segundo informações da emissora americana CNN, Chow Hang-tung foi condenada a sete anos e três meses de prisão e Lee Cheuk-yan, a sete anos de prisão. Ambos haviam sido considerados culpados no mês passado por um tribunal de Hong Kong.
Um terceiro réu, Albert Ho, que havia se declarado culpado em janeiro, foi condenado a cinco anos e dois meses de prisão.
O grupo que organizava a vigília, a Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Patrióticos e Democráticos da China, foi multado em 1,5 milhão de dólares de Hong Kong (R$ 980 mil).
Hong Kong era um dos poucos locais na China onde atos homenageando as vítimas do massacre eram permitidos, mas as autoridades locais proibiram essas manifestações em 2020, citando medidas relacionadas à Covid-19. Mesmo após o fim da pandemia, essas homenagens não foram mais realizadas.
As condenações dos ativistas foram baseadas numa rígida lei de segurança nacional que entrou em vigor no território há seis anos.
O Massacre da Praça da Paz Celestial ocorreu em Pequim em 1989, quando a ditadura comunista respondeu violentamente a protestos pró-democracia e mais de 2 mil pessoas foram mortas.
Antes do anúncio da sentença nesta sexta-feira, Chow havia publicado uma declaração em sua página no Patreon.
“Se agir assim faz de mim uma criminosa para o resto da vida — se a lei realmente não consegue acomodar nossas convicções —, então prefiro ser uma criminosa a ser alguém que trai a própria consciência”, escreveu a ativista.







