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O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, em entrevista coletiva no aeroporto Ben-Gurion em Lod, região de Tel Aviv, 22 de junho
O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, em entrevista coletiva no aeroporto Ben-Gurion em Lod, região de Tel Aviv, 22 de junho| Foto: EFE/EPA/ATEF SAFADI

O governo de Israel anunciou nesta quinta-feira (24) que irá retomar a obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados para evitar os contágios de Covid-19, que estão em alta no país.

Após uma campanha rápida de vacinação em massa e medidas de restrição da mobilidade, Israel tinha conseguido reduzir os número de infecções para uma taxa menor do que 0,1 casos por 100 mil pessoas. Mas nesta quinta-feira, foi registrada a mais alta taxa diária de infecções por Covid-19 em meses, com 169 novos casos, marcando o terceiro dia consecutivo com mais de 100 casos no país. Os surtos têm sido atribuídos à chegada da variante delta.

Atualmente, Israel tem mais de 680 casos ativos, um número maior do que a média de 200 no mês passado, mas muito menor do que os 85 mil casos ativos que o país teve durante o pico antes da vacinação. Em todo o país, 26 pacientes estão internados em condições críticas, incluindo uma criança que não foi vacinada, disse o Ministério de Saúde. Mais de 84% dos pacientes em estado grave não foram vacinados, diz a imprensa local.

O líder da força-tarefa de combate ao coronavírus no país, Nachman Ash, recomendou que os cidadãos evitem viagens para o exterior, principalmente quem ainda não foi vacinado. Ele também pediu que quem teve contato com alguém infectado que faça teste imediatamente, mesmo se já estiver vacinado, e respeite as regras de quarentena.

Ash disse que, embora o país tenha uma das mais altas taxas de vacinação do mundo, os números ainda estão longe dos 80% de imunizados, que marcariam a imunidade coletiva.

Entrada de turistas

Na quarta-feira, o governo de Israel adiou para 1º de agosto a permissão para a entrada de turistas no país, que estava marcada para 1º de julho, devido ao aumento das infecções por Covid-19.

A decisão, que até agora prevê apenas a entrada de turistas vacinados, foi anunciada ontem pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, e foi divulgada no âmbito de uma série de novas medidas para travar o avanço da pandemia.

Entre as outras medidas se destacam também o aumento das multas por violação da quarentena e a intensificação do monitoramento das cadeias de contágio e das campanhas de informação para estimular o cumprimento da nova regulamentação, entre outras.

Por outro lado, essas medidas são divulgadas uma semana após a suspensão da obrigação de uso de máscara em ambientes internos e em um contexto de preocupação no país com a disseminação da variante delta, detectada pela primeira vez na Índia.

"Nosso objetivo neste momento, em primeiro lugar, é proteger os cidadãos de Israel da desenfreada variante delta", disse Bennett ontem durante uma reunião com membros do Executivo e especialistas, embora tenha acrescentado que a intenção é fazê-lo de uma forma que não atrapalhe muito a vida da população.

Variante delta

Muitos dos infectados com a nova variante são pacientes já vacinados, o que tem soado os alarmes no país, onde mais de cinco milhões dos pouco mais de nove milhões de habitantes foram vacinados e onde a pandemia deixou de ser uma preocupação.

Além da imposição do uso de máscaras em ambientes fechados, considerando que parte importante dos novos casos foram detectados nas escolas, o Ministério da Saúde também recomendou acelerar a vacinação de menores de 12 a 15 anos.

Enquanto a entrada de estrangeiros com visto de turista está proibida desde o início da pandemia, em março de 2020, no mês passado foi autorizada a entrada de grupos de turistas vacinados em viagens organizadas por órgãos autorizados e sob rígidas medidas de prevenção.

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