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Placa informa sobre regras de viagem durante a pandemia de Covid-19 perto de uma travessia de fronteira em Scharnitz, Áustria, 17 de novembro. O país europeu decretou o confinamento de toda a população e anunciou que a vacina será obrigatória a partir de fevereiro
Placa informa sobre regras de viagem durante a pandemia de Covid-19 perto de uma travessia de fronteira em Scharnitz, Áustria, 17 de novembro. O país europeu decretou o confinamento de toda a população e anunciou que a vacina será obrigatória a partir de fevereiro| Foto: EFE/EPA/PHILIPP GUELLAND

O governo da Áustria anunciou nesta sexta-feira que o país voltará ao regime de confinamento geral da partir da próxima segunda-feira, diante do aumento do número de casos de infecção pelo novo coronavírus.

"A população deverá respeitar novas restrições durante 20 dias, porque muitos não se mostraram solidários. Peço a vocês que sigam as medidas e reduzam os contatos", afirmou o chanceler do país europeu, Alexander Schallenberg, após reunião com governadores em que foi tomada a decisão divulgada hoje.

O chefe de governo, além disso, anunciou que a vacinação contra a Covid-19 se tornará obrigatória no território austríaco a partir de fevereiro de 2022, em um contexto em que apenas 65% da população completou o esquema de imunização, uma das taxas mais baixas da Europa Ocidental.

Com isso, a Áustria se tornou o primeiro país que integra a União Europeia (UE) a adotar a obrigatoriedade da vacinação para toda a população, com imposições de sanções para as pessoas que descumprirem a determinação.

Atualmente, o país tem um dos índices de contágio mais altos do continente, com quase 1.000 casos de infecção para cada 100 mil pessoas nos últimos sete dias, de acordo com dados oficiais.

"Apesar de meses de insistência, apesar de todas as campanhas nos meios de comunicação, apesar de tudo, não conseguimos convencer as pessoas a se vacinarem", lamentou Schallenberg.

O político conservador fez crítica aberta às correntes políticas austríacas que se opõem ao processo de imunização, como o partido de direita FPÖ. "Um atentado contra o sistema sanitário", afirmou o chanceler austríaco.

As decisões anunciadas hoje pelo governo federal foram tomadas a partir de consenso com as autoridades regionais, em uma reunião que terminou na madrugada de hoje.

Médicos e outros especialistas vinham cobrando medidas mais duras no país, depois que os hospitais de duas das regiões mais afetadas, Salzburg e Alta Áustria, ficaram perto do colapso.

O líder do FPÖ, Herbert Kickl, que cumpre regime de quarentena por ter dado positivo em teste para a Covid-19, usou as redes sociais para criticar a vacinação obrigatória e garantiu que, com ela, a a Áustria se torna "uma ditadura". O partido, inclusive, convocou uma manifestação contra a medida para amanhã.

O confinamento que vigorará a partir de segunda-feira é o quarto decretado no país desde o início da pandemia. As pessoas só poderão sair de suas casas para realizar algumas tarefas, como ida a médicos, ajudar outras pessoas, fazer exercícios ao ar livre.

Os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais, como restaurantes, academias, outros locais de entretenimento e lazer ficarão fechados. Supermercados e farmácias, por sua vez, funcionarão. Diferentemente do que aconteceu em outros confinamentos, as creches e escolas não terão atividades suspensas. Além disso, o uso das máscaras será obrigatório em todos os espaços fechados.

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